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27/05/2026 às 08h28

Redação

Campo Grande / MS

Irã executa mulher que deu à luz na prisão e o Brasil silencia sobre atrocidades
É a sexta mulher assassinada pelo regime só este ano; foram 48 em 2025
Irã executa mulher que deu à luz na prisão e o Brasil silencia sobre atrocidades
Foto Divulgação

A ditadura iraniana segue matando seus próprios cidadãos, com destaque para cidadãs acusadas de supostamente atentarem contra seus maridos, sob o mais constrangedor silêncio de entidades de defesa das mulheres no Brasil e na Europa.


Em comunicados distintos, as organizações de defesa dos direitos humanos Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, e Hengaw, vozes isoladas, informaram que o regime dos aiatolás executaram uma jovem mãe de 28 anos de idade que deu à luz na prisão. Ela é acusada, claro, de haver matado o marido com soníferos.


Organizações de direitos humanos afirmam que em geral as mulheres mataram maridos abusivos, com quem podem inclusive ter tido laços familiares antes do casamento, e posteriormente não conseguiram arrecadar o “dinheiro de sangue” necessário para evitar a execução.


Assim como ignorou até mesmo o assassinato frio e covarde de jovens brasileiros por terroristas do Hamas, durante o ataque de 2023, o governo Lula nem sequer manifestou “preocupação” com as mulheres executadas pelo regime dos aiatolás, do qual o petista se considera aliado.


A mulher foi presa grávida há três anos e o filho já tem dois anos de idade e está sob os cuidados da avó materna. Ela é a sexta mulher executada somente este ano. Em 2025, foram 48 mulheres mortas a mando do regime ditatorial dos aiatolás por supostamente atentarem contra maridos ou noivos.


A presa mais conhecida, ainda não executada, é Narges Mohammadi, vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2023. No cárcere, ela teve diagnóstico de grave problema cardíaco, sofreu um infarto após uma greve de fome que a fez perder 19 quilos.

FONTE: Diario do Poder

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