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Automobilismo

29/10/2017 às 21h05

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Redação

Campo Grande / MS

Louis Hamilton é tetracampeão de F1
Ele viveu 2017 de superação contra Ferrari, recordes e coroação como um dos gigantes da F1 Lewis Hamilton confirmou o tetracampeonato da F1 no GP do México. Trata-se do ápice de uma temporada realmente gloriosa: o britânico superou a ameaça de uma Ferrari perigosa e quebrou recordes. Já parece claro: Hamilton não é apenas um dos maiores de sua geração, mas também de todos os tempos
Louis Hamilton é tetracampeão de F1
Lewis Hamilton é o campeão mundial de F1 em 2017. O tetracampeonato, carimbado neste domingo (29) no GP do México, foi alcançado com grandes problemas apesar a sequência de resultados positivos nas últimas semanas já havia transformado a conquista em uma formalidade. Caiu para último após se tocar com Sebastian Vettel e Max Verstappen, voltou para o nono lugar. Foi o suficiente.

O título veio com dosagem semelhante de facilidade e merecimento. Hamilton viveu aquela que pode ser considerada sua melhor temporada na F1: o britânico teve uma temporada praticamente livre de erros e, tão logo a Ferrari de Sebastian Vettel começou a desmoronar, deu para disparar na liderança.


A nova conquista serve para colocar Hamilton em um novo patamar na F1: tetra, o #44 divide com Alain Prost e Sebastian Vettel a condição de terceiro maior campeão da F1. Michael Schumacher, com sete, e Juan Manuel Fangio, com cinco, são os únicos que aparecem à frente. Pensando apenas na frieza dos números, Lewis passa a figurar em definitivo como um dos cinco maiores da história – apesar de que muitas vezes os números não contam a história completa.


 


A questão é que, mesmo em outros quesitos, Hamilton aparece muito bem ranqueado. Em 2017 o britânico disparou como segundo maior vencedor de GPs – 62, atrás apenas de Michael Schumacher e seus inacreditáveis 91 triunfos. Lewis venceu 30% das provas disputadas, terceiro maior aproveitamento entre pilotos que disputaram temporadas completas na F1.

Mas o aspecto em que Hamilton realmente brilhou em 2017 foi pole-positions. Apesar da ameaça constante da Ferrari, o piloto da Mercedes conseguiu largar da posição de honra em 11 de 18 oportunidades até aqui.

Pouco a pouco, recordes foram quebrados na temporada: no Canadáempatou com Ayrton Senna na condição de segundo piloto com mais poles na F1, o que rendeu um momento emotivo após a classificação. Na prova seguinte, no Azerbaijão, veio a condição de piloto com mais poles em circuitos diferentes. Na Itália, a cereja do bolo: Lewis superava Michael Schumacher e virava o maior pole-position da categoria. Outro recorde viria em Austin – o britânico passou a ser o piloto com mais largadas na primeira fila.

Hamilton deixa o México podendo afirmar que é um dos maiores da F1, seja por métodos quantitativos ou qualitativos. Com a quarta taça, fica cada vez mais difícil duvidar ou negar o talento do britânicos.

O título de Hamilton veio "de virada". O primeiro a vencer no ano foi sebastian Vettel, na Austrália, em corrida sonolenta não só pelo ingrato horário no Brasil. Parecia, ao menos, que 2017 seria um ano com disputa mais intensa com carros além da Mercedes, com Vettel colocando a Ferrari na liderança pela primeira vez desde 2012. A impressão perduraria até setembro - e um mês depois seria esquecida, mas ainda há o que contar antes disso.
Se no final de outubro parece que o título de Hamilton foi calmo, por ter sido óbvio que sairia ainda por antecipação, como de fato ocorreu, por algumas corridas, em abril a impressão era outra. Mesmo com a vitória na China com um "Grand Chelem", a vitória perfeita. Na segunda corrida da temporada, Vettel foi segundo, o que ainda não colocava o britânico como líder e nem a Mercedes como favorita absoluta.

As coisas pioraram nas duas corridas seguintes. No Bahrein e na Rússia, Vettel começou a abrir vantagem, com Hamilton ficando fora até do pódio na Europa enquanto via Valtteri Bottas, seu companheiro, vencer. O conceito de "virada" passou a fazer sentido neste momento da temporada, mesmo ainda no começo. Hamilton não parecia estar no mesmo ritmo do rival alemão.

 


O famoso "turning point", porém, causa dúvidas: teria ele sido a corrida da Espanha? Ou no Canadá? Foram as duas últimas vez que Hamilton venceu e seguiu com número igual de triunfos a Vettel. O problema? Mônaco.
Por partes: em Barcelona, Hamilton ganhou de Vettel na estratégia, acertando as idas aos boxes após perder a liderança para o rival na largada. No Canadá, após a vitória, falou em acabar com "a montanha russa". A Mercedes precisava solucionar os problemas que lhe tiraram a vitória na Rússia e no principado.
Aliás, no circuito de rua o drma foi grande. Hamilton teve treino desastroso e, na corrida, saiu em 13°, conseguindo ao menos buscar a sétima colocação. Mas o desastre aumentaria: Vettel venceu. Como tirar tamanha distância?
Bom, o Azerbaijão não trouxe essa resposta, mesmo sendo a mais "divertida" etapa da temporada. A corrida em Baku teve vitória de Daniel Ricciardo e Lance Stroll no pódio, mas na briga pelo título teve o destaque de... Uma briga daquelas de trânsito. Hamilton fez "brake-test" durante Safety-Car, Vettel tocou em sua traseira e, mais tarde, jogou o carro no rival O troco viria com a perda do título.

Na Áustria, Vettel foi segundo e Hamilton quarto. A liderança parecia impossível. Só que a resposta para quando foi, de fato, o "turning point", chegou: GP da Inglaterra. Em Silverstone, em casa, o britânico iniciou a sequência matadora da temporada. Foi ali a primeira das seis vitórias em oito corridas que o colocaram para ser campeão na nona delas, no México. Em Silverstone, ele teve fim de semana perfeito e diminuiu a liderança de Vettel para um ponto.
Houve a derrapada na Hungria, com o quarto lugar, mas o GP da Bélgica traria algo especial: Hamilton igualou o número de poles de Ayrton Senna, ganhou capacete icônico de presente e saiu com a vitória. Ficou emocionado, "sem palavras", mas entendeu que era o momento da virada.
Passeou na Itália, na corrida seguinte, e desde então é líder da temporada. Ali, conquistou a vitória simbólica: dominante, para que ninguém mais lembrasse que, na verdade, havia sofrido até aquele ponto.

O domínio foi consolidado com os dois abandonos nas quatro corridas seguintes de Vettel, em Singapura e no Japão, com o segundo não deixando dúvidas de quem seria o campeão este ano. Hamilton sabia que, naquele momento, passou a ter a vantagem dos sonhos.
Ainda deu uma ultrapassada em Vettel nos Estados Unidos para mostrar que não perderia o título de maneira alguma. A vibração da torcida foi típica de quem sabia que via o campeão fazer história. O tetra veio uma semana depois, para coroar uma virada que, de fato, se tornou mais gostosa do que em vitórias convencionais.
Hamilton é tetra e ninguém pode contestar a justiça de tal afirmação.
 
 


 




 

FONTE: Grande Prêmio

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