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Política

26/01/2018 às 14h35

Redação

Campo Grande / MS

PT traça estratégia de sobrevivência
PT traça estratégia de sobrevivência

Embora afirmem que a condenação rigorosa em segunda instância já era esperada, integrantes da cúpula do PT admitem que o partido precisa se reerguer depois decisão do TRF-4 de confirmar e aumentar a pena dada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo juiz Sérgio Moro.


Ainda incipiente na estratégia de sobrevivência, um dos vice-presidente da legenda o ex-ministro Alexandre Padilha garante que o partido está pronto para eleger "a maior bancada que já se viu na Câmara e no Senado Federal". "Vamos para cima", disse ao HuffPost Brasil.


Ele assegura que todos os nomes do PT com potencial de voto devem se candidatar na proposta de construir uma bancada no Congresso. Por trás do discurso otimista, entretanto, há um histórico pouco animador. Nas últimas eleições majoritárias, em 2014, a bancada do partido já sentia a baque na queda de popularidade do partido, formando a menor bancada desde 2002, ano em que Lula foi eleito pela primeira vez. Foi de 88 para 70 deputados, e hoje conta com 57 em exercício.


No Senado, a situação do partido é ainda mais delicada. Em 2015, ano anterior ao impeachment, o partido tinha 13 senadores. Hoje, tem nove. Desses, sete estão no último ano de mandato e apenas Jorge Viana (AC) e Paulo Paim (RS) têm as candidaturas para reeleição confirmadas.


Líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE) afirmou ao HuffPost Brasil que o partido ainda não tem nada materializado sobre o que será feito. "É um processo ainda em maturação. Na semana que vem temos uma reunião da oposição no Senado e na Câmara e vamos discutir o que fazer", afirmou.


Carona na popularidade


Apesar de não ter uma diretriz definida, os pré-candidatos do partido querem pegar carona na popularidade do ex-presidente. Mesmo com a possibilidade de ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa, após a condenação em segunda instância, o petista é o preferido de um terço do eleitorado brasileiro.


De olho no poder de transferência de votos, os correligionários de Lula vão inflar a candidatura do ex-presidente. "Você tiraria de campo o Pelé sabendo que ele pode jogar cinco rodadas do campeonato, mas com a possibilidade de não disputar a final? Ninguém tiraria", diz Alexandre Padilha.


Com a expectativa na campanha e poder de mobilização, o ex-presidente volta no próximo mês ao Rio Grande do Sul, onde teve a condenação confirmada e a pena aumentada de 9,5 anos de prisão para 12 anos e um mês. Lá, inicia uma nova caravana pelo País, a começar por São Borja, cidade a qual está enterrado o ex-presidente Getúlio Vargas. Em março, Lula vai para o Norte do País.


A intenção do ex-presidente é incentivar a militância a batalhar pelo nome dele nas urnas. Sem expectativa de delongas no julgamento dos recursos e com possibilidade de prisão nos próximos meses, ele espera que mesmo que aconteça o "indesejável", o povo peça por ele nas eleições.


"Espero que a candidatura não dependa só de mim", afirmou na quinta-feira (25), a integrantes do partido no ato de confirmação de sua pré-candidatura, em São Paulo.


O ex-presidente foi condenado na Operação Lava Jato no caso do tríplex. Ele é acusado de ter recebido da empreiteira OAS o apartamento como parte de uma propina de R$ 3,7 milhões. O petista nega a acusação.


FONTE: HuffPost Brasil

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