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Rio Negro

31/01/2018 às 23h17

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Redação

Campo Grande / MS

Júri de réus que atearam fogo em vítima viva será nesta quinta-feira
Júri de réus que atearam fogo em vítima viva será nesta quinta-feira

Nesta quinta-feira (1º), a juíza Bruna Tafarelo, da comarca de Rio Negro, presidirá sessão de julgamento do Tribunal do Júri de um caso que gerou grande repercussão social. 
 
De acordo com os autos, Gilmar Alves de Oliveira foi brutalmente assassinado após uma briga com E.V.S.L. e K.H.O.S. O crime foi considerado grave pela população porque a vítima foi espancada pelos réus, arrastada por cerca de 30 metros, jogada em um bueiro e queimada viva. 
 
Consta do processo que no dia 23 de março de 2017, por volta de uma hora da manhã, na Av. Brasil, ao lado do "Bar do Sérgio", E.V.S.L. e K.H.O.S. mataram Gilmar Alves de Oliveira. No dia do crime, segundo inquérito policial, os réus passaram a tarde ingerindo bebida alcoólica e, à noite, foram até o bar onde encontraram Gilmar, que também estava bêbado.
 
No local, os três iniciaram uma discussão e Gilmar foi duramente agredido com socos e chutes. Caída ao solo e sem oferecer qualquer tipo de resistência, a vítima foi arrastada até as proximidades de um bueiro, situado ao lado do Cartório Eleitoral. Passado algum tempo, embora lesionada, a vítima tentou se levantar, mas foi novamente agredida violentamente pelos acusados, ficando sem qualquer possibilidade de reação.
 
Ato contínuo, Gilmar foi novamente arrastado pelo braço e, desta vez, teve parte do corpo colocado dentro do bueiro. Em seguida, E.V.S.L. e K.H.O.S. foram até um posto de combustível próximo e solicitaram o fornecimento de gasolina em um recipiente. No local estavam um frentista e o proprietário, que foram ameaçados depois de se recusarem a fornecer o combustível.
 
Depois de agredirem o frentista e roubarem gasolina da bomba, E.V.S.L. permaneceu no posto de combustível para garantir que a polícia não seria acionada enquanto K.H.O.S. retornou ao local em que a vítima estava viva e ateou fogo nela, o que gerou uma explosão. Em seguida, os acusados fugiram.
 
A Polícia Militar foi acionada pelas pessoas que estavam no posto e, nesse interim, um policial civil ia passando e viu o fogo. Com o extintor de incêndio de seu carro apagou o fogo do corpo da vítima, mas Gilmar morreu com as pernas dentro do bueiro. A PM prendeu os réus na residência de E.V.S.L.
 
Processo nº 0000207-49.2017.8.12.0048


FONTE: Imprensa TJMS

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