"Desta feita, determino que se oficie à SEAP, com remessa de cópia do ofício encaminhado pelo Comandante Geral do Batalhão, para ciência", anotou.
Esta não é a primeira vez que militares pedem que Azeredo deixe o Batalhão. O deputado estadual Sargento Rodrigues (PTB) encaminhou ofício à Vara de Execuções Penais de Belo Horizonte relatando a "revolta" de militares contra o convívio com o ex-governador.
Segundo o parlamentar, parte dos oficiais "repudia" Azeredo.
O deputado afirma que ele e outros 186 oficiais da PM de Minas Gerais foram expulsos em 1997, quando Azeredo era governador, por integrarem movimento grevista. Diante da "revolta", a Justiça mandou a Promotoria investigar o caso.
O Mensalão tucano, conforme denúncia do Ministério Público em 2007, consistiu em desvio de recursos de estatais mineiras, como a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e o, hoje extinto, Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge), para a campanha de Azeredo pela reeleição em 1998, quando foi derrotado pelo ex-presidente Itamar Franco, à época no PMDB. Os desvios em benefício do tucano chegaram a R$ 3 milhões, segundo a acusação.