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Brasil

09/08/2018 às 10h44 - atualizada em 10/08/2018 às 03h20

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Redação

Campo Grande / MS

Bolsonaro e Marina têm estratégia para driblar pouco tempo na TV
Bolsonaro e Marina têm estratégia para driblar pouco tempo na TV
Bolsonaro e Marina têm estratégia para driblar pouco tempo na TV

Com pouco tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão devido ao número de alianças, os candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede) adotaram uma estratégia similar na corrida eleitoral. Apesar de filiados a partidos nanicos, cada legenda decidiu lançar mais de uma dezena de candidatos a governador, o que garante palanque aos presidenciáveis.


O PSL terá 13 candidatos a governador, segundo definições da convenções partidárias encerradas no último domingo. É o 4º partido com mais nomes para os Executivos estaduais, atrás apenas do PSol (25), PSTU (17) e PT (16). Já a Rede fica em 6º lugar, junto com o DEM, ambos com 11 candidatos. Tanto o MDB quanto o PSDB, partidos entre as maiores bancadas na Câmara, decidira lançar 12 nomes cada. As legendas têm até 15 de abril para formalizar o registro na Justiça Eleitoral.


Com 8 deputados federais, o PSL cresceu após a filiação de Bolsonaro, em março. O partido terá R$ 9,2 milhões do Fundo Eleitoral e a maioria das candidaturas estaduais não devem decolar. As exceções são Antonio Denarium, em Roraima, que terá apoio de outros 7 partidos; e Carlos Manato, no Espírito Santo, que dividirá o palanque com o senador Magno Malta (PR).


Nacionalmente, o presidenciável só tem o apoio do PRTB, o que lhe garante cerca de 9 segundos de propaganda, segundo estimativas. O número preciso será divulgado pelo TSE após 15 de agosto.


Em sua primeira disputa a um cargo eleitoral o policial militar Coronel Ulysses, candidato ao governo do Acre pelo PSL é um dos fundadores da Comando de Operações Especiais (COE) no estado e comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope). "O Acre é um bairro de São Paulo e, mesmo assim, é 507% mais perigoso que na capital paulista, então, não é um caso que está acontecendo no Brasil todo, é falta de gestão, de competência de pessoas que não sabem gerir a questão da segurança pública", disse na convenção estadual em 28 de julho. A chapa conta com apoio do PSC e Patriotas.


A segurança é a bandeira comum nos discursos. Outro policial militar é Marcos Rocha (PSL), que disputa o govenro de Rondônia. Na corrida pelo Executivo em Tocantins, o partido optou pelo policial federal César Simoni.


O candidato ao governo do Ceará, Hélio Góis (PSL), por sua vez, defendeu o "fortalecimento da família como base da sociedade" ao ter o nome confirmado na disputa em 29 de julho. Ele tem apoio do Partido da Democracia Cristã (DC).


No Maranhão, Maura Jorge, pode ajudar a conquistar o voto feminino. "Aqui tem uma mulher forte e aguerrida que não tem medo e vai fazer a diferença", afirmou na convenção estadual do PSL, em 4 de agosto. O evento contou com caravanas de evangélicos e apoiadores de Bolsonaro. A ex-prefeita do município de Lago da Pedra fez questão de destacar que é a única mãe na corrida eleitoral pelo Executivo do estado.


Com pouca expressão, os outros candidatos do PSL ao governo são Josan Leite (Alagoas), Cirilo Fernandes (Amapá), Ogier Buchi (Paraná), Fábio Sérvio (Piauí), Carlos Moisés (Santa Catarina) e João Tarantella (Sergipe). O último fez questão de saudar o presidenciável. "A escolha do meu nome ocorreu na eleição passada, com o aval de Jair Bolsonaro. O pessoal dele ajudou a gente, tivemos várias reuniões com o candidato e como tenho a linha dele, meio dura e mais crítica, ele determinou que assumisse a executiva do partido", afirmou na convenção estadual, em 4 de agosto.


 


Bolsonaro é hoje líder nas pesquisas de intenção de voto segundo o Ddatafolha.


Rede inaugura eleições com 11 candidatos a governador


Em sua primeira eleição nacional, a Rede terá R$ 10,7 milhões do Fundo Eleitoral. O partido conta com apenas 2 deputados federais. Entre as candidaturas a governos estaduais, a única competitiva é do juiz Márlon Reis em Tocantins. Ele é um dos idealizadores da Lei da Ficha Limpa. Com o apoio do PV, a chapa presidencial deve ter cerca de 21 segundos de propaganda, segundo estimativas.


Na Bahia, Célia Sacramento irá disputar a corrida local. Ela foi vice de Eduardo Jorge (PV) na disputa presidencial de 2014. Jorge é o atual vice de Marina. Na convenção nacional da Rede, que consagrou a união com o PV, Sacramento já fez um aceno às mulheres, maior parte dos eleitores indecisos.


"Nós mulheres, especialmente mulheres negras, somos excluídas da maioria dos direitos no Brasil", afirmou. A candidata criticou o fato de mulheres ganharem 30% a menos que homens no Brasil e destacou a necessidade de combater a violência contra as mulheres.


A Rede conta com outra candidatura feminina para governadora: Janaína Furtado, no Acre, estado da presidenciável. Recentemente, pré-candidatas deixaram a Rede alegando que a estrutura do partido era machista e não fortalecia mulheres na disputa eleitoral.


Outro nome que já afinou o discurso com o de Marina é João Batista Mares Guia, que concorre ao governo de Minas Gerais. "A principal proposta é enfrentar o problema do poder oligárquico em Minas Gerais. É esse poder oligárquico, que se reveza entre PSDB e PT, com MDB e outros aliados, que gerou a crise fiscal em Minas Gerais", afirmou na convenção estadual, em 31 de julho. A presidenciável, por sua vez, tem se colocado como uma alternativa aos grandes partidos.


Outros candidatos nos estados são Arthur Nogueira (Mato Grosso), Jorge Bernardi (Paraná), Júlio Lóssio (Pernambuco), Freitas Júnior (Rio Grande do Norte), Vinícius Miguel Raduan (Rondônia), Rogerio Portanova (Santa Catarina), e Dr. Emerson (Sergipe).


Montagem Getty Images


FONTE: Marcella Fernandes

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