20/03/2019 às 08h47
Redação
Campo Grande / MS
A vida está melhor para Rosangela de Jesus, de 42 anos. Ela trabalhava no lixão e morava em um barraco, mas nesta terça-feira (19.3) recebeu as chaves da casa de alvenaria, que ela mesmo ajudou a construir, no conjunto Bom Retiro (antiga Cidade de Deus).
“Estou muito feliz! Vivi muitos anos dentro do barraco. Quando chovia alagava tudo, perdia tudo. É uma tristeza. Agora, vou dormir tranquila, graças a Deus. Quatro anos vivendo em um barraco. É difícil, passei dificuldade”, contou.
Ela fez curso de pedreiro azulejista. A capacitação foi oferecida pela Fundação Social do Trabalho (Funsat), da Prefeitura. Já os materiais de construção foram subsidiados pelo Governo de Mato Grosso do Sul.
Ao lado do prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, o governador Reinaldo Azambuja participou da visita que marcou a conclusão de mais 24 casas e destacou a parceria para garantir moradia, dignidade e profissionalização.
“É um projeto inovador, que você qualifica mão de obra, faz uma parceria em que o Estado repassa recursos financeiros para compra do material, dá uma oportunidade de formação profissional e o mutuário constrói a sua própria casa. É um projeto que todo mundo ganha. É um exemplo a ser seguido”, disse Reinaldo Azambuja.
O Governo do Estado subsidiou a compra dos materiais de construção no valor de R$ 4,9 milhões para a edificação das 136 unidades e mais 192 unidades que serão distribuídas nos bairros Jardim Canguru, José Teruel e Vespasiano Martins. Trinta e nove residências já foram edificadas – 15 delas concluídas na primeira etapa, em novembro de 2018.
O projeto está sendo executado em parceria com a Prefeitura da Capital para abrigar famílias que viviam em situação de vulnerabilidade, em barracos. Os moradores edificaram suas próprias casas com piso, reboco e forro. Eles estão inscritos no Programa de Inclusão Profissional (Proinc), recebendo bolsa-auxílio de R$ 954,00, cesta básica, almoço e vale-transporte, e não terão que pagar mensalidade. Metade da mão de obra é de mulheres.
As novas habitações têm dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço, em 46,07 m² de área construída. “Eram pessoas que simplesmente não tinham onde morar e não tinham nenhum tipo de trabalho. Nós fornecemos cursos. Hoje tem homens e mulheres que hoje são especialistas em azulejo, em pedreiro, em servente, em marcenaria, serralheria, pintura, em todas as etapas até a colocação das telhas”, afirmou Marquinhos Trad.
FONTE: Paulo Fernandes
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