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Saúde

25/09/2021 às 20h47

Redação

Campo Grande / MS

Quem tomou a vacina da Janssen vai precisar de dose adicional?
Laboratório ainda não enviou à Anvisa dados sobre a necessidade de uma aplicação a mais para a população em geral
Quem tomou a vacina da Janssen vai precisar de dose adicional?
Foto EFE

De acordo com os dados do Localiza SUS, no Brasil mais de 4,5 milhões de pessoas foram imunizadas com a vacina anti-Covid da Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, a única aplicada com apenas uma dose no país.


Quando o imunizante começou a ser distribuído, em junho, a campanha de vacinação já havia contemplado idosos, que, assim como os imunodeprimidos, fazem parte da recomendação feita pelo Ministério da Saúde para a aplicação de uma dose adicional. Não há nenhuma orientação nesse sentido para a população em geral que foi imunizada com a vacina da Janssen.


Em agosto, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o laboratório se reuniram para discutir a necessidade de uma dose de reforço para as pessoas vacinadas com o imunizante. Segundo a agência, ainda não há dados conclusivos sobre a questão.


“Os imunodeprimidos que receberam a Janssen vão ter que fazer a dose de reforço. Mas, por enquanto, em nenhum estudo está sendo colocada a necessidade de a população em geral fazer a segunda dose, no caso da vacina da Janssen, ou a terceira, no caso das outras”, afirma Juarez Cunha, presidente da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações).


A Johnson & Johnson divulgou resultados preliminares de dois estudos de fase inicial nos quais foi avaliada a eficácia de uma dose de reforço do imunizante. De acordo com a farmacêutica, a segunda aplicação aumentou em nove vezes os níveis de anticorpos de ligação nas pessoas vacinadas.


Nesse sentido, o presidente da SBIm destaca que todas as vacinas anti-Covid apresentaram resultados mais potentes após a aplicação de uma dose adicional.


“Uma coisa que temos que lembrar é a tendência de diminuição da proteção das vacinas com o tempo. Ter um reforço por enquanto não é uma recomendação, mas neste momento ainda não dá para afirmar se é ou não necessário.”


O médico pondera que é preciso "observar como vai ser a evolução [da imunidade], até porque podem surgir variantes como a Delta [que é mais transmissível]".

FONTE: R7

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