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Saúde

30/09/2021 às 10h06

Redação

Campo Grande / MS

Nova pílula contra covid tem bons resultados em testes, diz Merck
Originalmente, este remédio foi pensado para tratar a gripe
Nova pílula contra covid tem bons resultados em testes, diz Merck
Foto Reuters

A Merck apresentou um estudo em uma conferência médica, nesta quarta-feira, 29, mostrando que seu antiviral experimental contra a covid-19, administrado de forma oral, é ativo contra as variantes do vírus que provocam doença. O produto, conhecido como molnupiravir, é um dos vários antivirais em desenvolvimento para tratar e mesmo impedir a covid-19.


Dados sobre alguns dos medicamentos em teste, entre eles o da Merck e o da Pfizer, devem ser divulgados em breve. Executivos das duas empresas dizem que pretendem apresentar um pedido para uso emergencial antes do fim deste ano.


Os remédios têm um grande potencial, no momento em que o mundo se adapta para uma ameaça endêmica da covid-19. Mesmo se eles forem apenas moderadamente eficazes, deve haver enorme demanda global, com pacientes e governos buscando ao máximo reduzir as vítimas do vírus.


O estudo novo apresentado pela Merck mostra que seu medicamento continua a funcionar contra as mutações existentes do vírus.


Como funciona


Administrado por via oral, o molnupiravir afeta diretamente o material genético do coronavírus e adiciona ao agente infeccioso mutações negativas, ou seja, elementos que atrapalham a sua reprodução. Quando entra na célula, parte do seu composto é convertido em blocos de construção semelhantes ao RNA (ácido ribonucleico). No primeiro momento, a "máquina copiadora viral", a RNA polimerase, incorpora esses blocos de construção no genoma do RNA do vírus.


No segundo momento, os blocos de construção semelhantes ao RNA se conectam com os blocos de construção do material genético viral. "Quando o RNA viral é replicado para produzir novos vírus, ele contém vários erros, as chamadas mutações. Como resultado, o patógeno não pode mais se reproduzir", comentou Florian Kabinger, pesquisadora e integrante da equipe de Cramer. Além da COVID-19, os pesquisadores apostam que o composto pode ser usado para tratar outras doenças virais.


Atualmente, o molnupiravir está sendo testado em ensaios clínicos de Fase 3. No entanto, os Estados Unidos já garantiram 1,7 milhão de doses do composto para o possível tratamento dos norte-americanos. Para acessar o estudo com as descobertas preliminares sobre o remédio, publicado na revista científica Nature Structural & Molecular Biology, clique aqui.

FONTE: Agência Brasil

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