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Saúde

02/03/2022 às 22h54 - atualizada em 02/03/2022 às 23h58

Redação

Campo Grande / MS

Microrobôs podem revolucionar a luta contra o câncer
Apesar de “micros” eles vão precisar ser ainda menores para conseguirem viajar pela corrente sanguínea
Microrobôs podem revolucionar a luta contra o câncer
Foto Reuters

Segunda principal causa de morte no mundo de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o câncer concentra boa parte dos investimentos em pesquisas na área da medicina. O foco é encontrar tratamentos que sejam mais eficazes e aumentem as chances de sobrevivência dos pacientes. Uma das ferramentas que está em testes são microrrobôs em formato de animais (como peixes e borboletas), que podem distribuir medicamentos nas células cancerosas e reduzir os sintomas da quimioterapia.


A pesquisa foi publicada na revista ACS Nano. Segundo os pesquisadores, a quimioterapia é aplicada com a intenção de eliminar as células doentes. No entanto, esse processo acaba afetando células saudáveis, o que acaba gerando uma série de efeitos colaterais e muitas vezes impedindo que o medicamento seja usado em doses maiores em pacientes mais fragilizados.


Microrrobôs contra o câncer


Os robôs desenvolvidos pelos médicos Jiawen Li, Li Zhang, Dong Wu podem aplicar o medicamento apenas nas partes necessárias, o que reduz as chances de complicações. Os modelos são feitos em 4D a partir de um hidrogel responsivo ao pH. O 4D se baseia na mesma ideia do 3D, no entanto, nesse caso são objetos 3D que podem mudar de forma.


Foram testados microrrobôs de três animais diferentes: borboleta, peixe e caranguejo. Em cada um, a mudança é diferente: caranguejos abrem as pinças, peixes a boca e borboletas, as asas. Depois de impressos, os robôs são mergulhados em uma solução de nanopartículas de óxido de ferro que os tornam magnéticos. A intenção é testar para ver qual formato é mais eficiente na realização do trabalho.


Apesar de promissora, a pesquisa ainda deve passar por muitas etapas antes dos testes em humanos. É necessário ainda reduzir o tamanho dos microrrobôs, apesar de “micros” ele vão precisar ser ainda menores para conseguirem viajar pela corrente sanguínea.


 

FONTE: Lucas Soares

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