13/06/2026 às 09h29
Redação
Campo Grande / MS
Conhecido como Niño Guerrero (foto), Héctor Rusthenford Guerrero Flores era apontado como o principal líder do Tren de Aragua, facção criminosa que nasceu dentro do sistema prisional da Venezuela e se expandiu por diversos países da América Latina. Procurado por autoridades de vários países, ele foi eliminado nesta semana em uma operação conduzida pelos Estados Unidos com apoio de autoridades venezuelanas.
A morte foi anunciada nesta sexta-feira, 12, pelo presidente americano Donald Trump, que afirmou que a ação ocorreu em território venezuelano.
Niño Guerrero estava foragido desde 2023 e era considerado um dos criminosos mais procurados da região.
De preso comum a chefe de organização internacional
A trajetória criminosa de Guerrero começou no início dos anos 2000, quando foi associado a ataques contra policiais no estado venezuelano de Aragua e a atividades ligadas ao tráfico de drogas.
Ao longo dos anos, acumulou acusações por homicídios, roubos e crimes relacionados a armas e entorpecentes.
Segundo a organização InSight Crime, Guerrero consolidou sua liderança sobre o Tren de Aragua em 2015. Naquele período, a facção deixou de atuar apenas dentro das prisões e passou a ampliar sua influência para outras regiões da Venezuela e países vizinhos.
Em 2018, ele foi condenado a 17 anos de prisão após admitir acusações ligadas a sua atuação criminosa. Mesmo atrás das grades, porém, continuou exercendo forte controle sobre a organização.
A prisão de Tocorón, considerada a principal base do Tren de Aragua, transformou-se em símbolo desse poder. De acordo com investigações, Guerrero vivia em uma residência de dois andares dentro do complexo penitenciário e desfrutava de estruturas incomuns para um presídio, incluindo piscina, discoteca e até um zoológico.
A InSight Crime afirma que ele “vivia na prisão de Tocorón cercado de luxos e extravagâncias”. Segundo a entidade, mesmo preso ele coordenava atividades de tráfico e extorsão em diferentes países da América do Sul.
Fuja e expansão do Tren de Aragua
Em 2023, pouco antes de uma grande operação das forças de segurança venezuelanas em Tocorón, Guerrero conseguiu escapar junto com outros integrantes da facção. Desde então, tornou-se alvo de uma caçada internacional.
Os Estados Unidos ofereciam recompensa de US$ 5 milhões por informações que levassem à sua captura.
O governo venezuelano também divulgou um alerta de procura, embora sem informar o valor da recompensa.
Sob seu comando, o Tren de Aragua se tornou uma das organizações criminosas mais conhecidas da região.
O grupo é acusado de envolvimento com extorsão, sequestros, assassinatos por encomenda, tráfico de drogas, tráfico de pessoas, exploração sexual, lavagem de dinheiro e mineração ilegal.
As autoridades também associam a facção a redes de contrabando e a crimes praticados em países como Colômbia, Chile, Peru, Panamá e Brasil.
Em 2025, o governo dos Estados Unidos classificou o Tren de Aragua como organização terrorista estrangeira.
FONTE: O Antagonista
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