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Saúde

05/05/2022 às 12h04

Redação

Campo Grande / MS

Covid-19 matou entre 13,3 e 16,6 milhões de pessoas em 2020 e 2021, diz OMS
Número é muito superior ao registro oficial, já que o total de óbitos pelo vírus nos países-membros da organização era de 5,4 milhões
Covid-19 matou entre 13,3 e 16,6 milhões de pessoas em 2020 e 2021, diz OMS
Foto Arquivo

A pandemia de Covid-19 provocou entre 13,3 milhões e 16,6 milhões de mortes de janeiro de 2020 a dezembro de 2021, ou seja, um valor muito superior ao registado oficialmente, segundo cálculos da OMS (Organização Mundial de Saúde) divulgados nesta quinta-feira (5).


Esses números permitem ter uma ideia mais fiel da realidade dos efeitos devastadores da pior pandemia que o mundo experimentou em um século e que continua causando milhares de mortes todas as semanas.


"Novos dados da Organização Mundial da Saúde mostram que o saldo total associado direta ou indiretamente à pandemia de Covid-19 entre 1º de janeiro de 2020 e 31 de dezembro de 2021 é de 14,9 milhões de mortes (com uma margem entre 13,3 milhões e 16,6 milhões)", disse a entidade em comunicado.


Desde o início da pandemia, os números dos países-membros reunidos pela OMS davam um total de 5,4 milhões de mortes por Covid-19 nesses dois anos, mas há muito tempo a instituição da ONU afirmava que esses registros estavam longe de ser reais. 


"Esses números instigantes ressaltam não apenas o impacto da pandemia, mas a necessidade de todos os países investirem em sistemas de saúde mais fortes que possam sustentar serviços essenciais de saúde durante crises, incluindo sistemas de informação de saúde mais fortes, sólidos", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.


Esse excesso de mortalidade foi obtido com o cálculo da diferença entre o número de óbitos reais no período e o número de óbitos considerados normais sem pandemia, com base nas estatísticas existentes.


A OMS lançou seu alerta sobre a Covid-19 em 30 de janeiro de 2020, semanas após detectar os primeiros casos na China.


No Brasil o presidente Bolsonaro decretou em fevereiro que o carnaval não fosse realizado para evitar a propagação da doença. Não foi ouvido e os números atuais da doença no país são reflexos dessa negatividade ao alerta do mandatário. 


Esse excesso de mortalidade inclui as mortes causadas diretamente pela doença e as causadas indiretamente, devido ao golpe que a pandemia desferiu nos sistemas de saúde e na sociedade em geral.

FONTE: Portal R7

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