28/04/2023 às 23h03
Redação
Campo Grande / MS
O procurador-geral da República, Augusto Aras, defendeu nesta sexta-feira (28), durante audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) a constitucionalidade do indulto individual concedido ao ex-deputado federal Daniel Silveira, pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O Supremo julga se o perdão da pena é constitucional.
Durante a sustentação, Aras ressaltou que o decreto da graça é um exercício do poder de clemência confiado pela Constituição Federal ao Presidente da República.
“O ato concessivo da graça soberana se funda em razões políticas que transcendem o aspecto humanitário e que podem abarcar as mais diversas e elevadas razões institucionais e sociais, politicamente ponderadas pela autoridade competente.
Augusto Aras alegou que a medida não violou nenhum dos limites materiais. Nesse ponto, o PGR citou que a Constituição Federal impôs expressamente como limite material ao poder da graça a vedação de aplicação em hipóteses de crimes de tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, terrorismo e os crimes hediondos.
“Se algum presidente viesse a contemplar com a graça um condenado por qualquer desses crimes, seria evidente a violação ao texto constitucional, e o ato estaria sujeito à invalidação por esta Suprema Corte”.
Diversos partidos de oposição questionaram o decreto de indulto editado em abril do ano passado. A presidente da Corte. ministra Rosa Weber é a relatora das ações que contestaram a medida na Corte. Depois da sustentação de Aras, os partidos Rede, PDT, Cidadania e Psol defenderam seus pontos de vista e o julgamento foi suspenso.
FONTE: Francine Marquez
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