15/08/2023 às 19h59 - atualizada em 15/08/2023 às 20h06
Redação
Campo Grande / MS
O senador Magno Malta (PL-ES) protocolou nesta terça-feira (15), junto com outros parlamentares, uma representação criminal contra o ministro da Justiça, Flávio Dino, na Procuradoria-Geral da República (PGR) por prevaricação.
Em seu perfil no antigo Twitter, o senador disse que Dino enviou à CPMI do 8 de janeiro imagens de apenas duas câmeras do ministério, gravadas no dia dos ataques às sedes dos Três Poderes. Os parlamentares se consideraram desrespeitados.
“Um grupo de parlamentares do qual faço parte acaba de protocolar na Procuradoria-Geral da República uma representação criminal contra o Ministro da Justiça, Flávio Fino. Ao enviar somente as imagens de duas câmeras para a CPMI do dia 08/01, Dino, além de prevaricar, age com total desrespeito com o parlamento do qual faz parte“, disse Malta.
Hoje (15), o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), Arthur Maia (União Brasil-BA), fez um novo requerimento ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, para que ele detalhe a extensão do pedido das imagens, das câmeras do circuito de segurança do Ministério da Justiça.
“Eu fui comunicado pela Secretaria da Mesa de que existem apenas três vídeos enviados pelo Ministério da Justiça. Duas câmeras, me corrige o secretário-geral da Mesa. Eu, no entanto, não sei dizer quantas câmeras existem no Ministério da Justiça”, comentou durante a audiˆøencia de hoje. “Entretanto, nós havíamos encaminhado ao Ministério da Justiça, ao ministro Flávio Dino, vários requerimentos, de vários senhores parlamentares, com vários tipos de pedidos diferentes em relação a essas câmeras”, completou o presidente da comissão.
Antes de enviar apenas algumas imagens, Dino se recusara a liberar as gravações, sob o argumento de que eram de que faziam parte da investigação. O ministro disse que o compartilhamento poderia “resultar no descumprimento de decisão do Supremo Tribunal Federal e comprometer investigações, gerando possível responsabilização”. Mas, após Moraes esclarecer que não havia problema, o Ministério cedeu algumas imagens.
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