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28/08/2023 às 11h31

Redação

Campo Grande / MS

Oposição retoma maioria da CPI do MST
Partidos como PP e Republicanos trocaram seus integrantes por nomes contrários ao governo do presidente Lula a uma semana da apresentação do relatório
Oposição retoma maioria da CPI do MST
Foto Arquivo

Sem definição da reforma ministerial por parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), partidos como PP e Republicanos trocaram seus integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Com a dança das cadeiras na CPI do MST, a oposição voltou a ter maioria dentro do colegiado e a expectativa é de que o relator, deputado Ricardo Salles (PL-SP), proponha o indiciamento de aliados do Palácio do Planalto.


O PP, partido do presidente da Câmara, Arthur Lira (AL), cedeu as suas vagas dentro da CPI para nomes do PL, legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro. O Republicanos retirou dois deputados afinados ao ex-presidente, mas não os substitui por governistas, como queria os articuladores de Lula. O União Brasil, que conta com três ministérios, também ensaia um movimento que pode substituir os deputados titulares, Damião Feliciano (PB) e Gaguim (TO), mais afeitos a Lula, pelos suplentes na comissão Coronel Assis (MT) e Coronel Ulysses (AC), simpáticos a Bolsonaro, informa o jornal O Globo.


Com isso, a oposição passou a ocupar 15 cadeiras na comissão, contra nove da base da base governista. Além disso, o relator pretende pedir o indiciamento de aliados do governo Lula, como o líder da Frente Nacional de Lutas Campo e Cidade (FNL), José Rainha, e do deputado federal Valmir Assunção (PT-BA). O relatório da CPI do MST deve ser apresentado até o dia 1º de setembro.


A intervenção do governo na CPI levou o comando da comissão a desistir de pedir sua prorrogação. Havia a expectativa, também, de que o relatório final de Salles fosse rejeitado. Com a reviravolta desta semana, a possibilidade de um documento duro para o governo Lula ser aprovado aumenta consideravelmente.


Essa foi a comissão mais incômoda para o Palácio do Planalto nesta legislatura. Ao longo de suas sessões, a oposição expôs críticas de ex-militantes sem-terra e acossou apoiadores do governo.

FONTE: O Antagonista

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