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20/12/2023 às 09h48

Redação

Campo Grande / MS

O mais novo desejo do PP: o Ministério da Saúde
Integrantes do partido pressionam o Planalto a exonerar Nísia Trindade para abrigar o deputado Doutor Luizinho, líder do partido na Câmara
O mais novo desejo do PP: o Ministério da Saúde
Foto Divulgação

Integrantes do PP na Câmara pressionam o Palácio do Planalto a exonerar a ministra da Saúde, Nísia Trindade, para colocar em seu lugar o atual líder do partido na Casa, o deputado Doutor Luizinho.


Essa não é a primeira vez que o nome de Luizinho é citado para comandar a pasta.


Próximo ao presidente da Câmara, Arthur Lira (AL), e ao presidente do PP, Ciro Nogueira, Luizinho chegou a ter seu nome cogitado para assumir o Ministério da Saúde em 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro. Na época, ele foi sondado para substituir Eduardo Pazuello.


As reclamações contra Nísia Trindade chegaram aos ouvidos de Lula. Assim como outros ex-auxiliares do presidente da República, Trindade tem sido alvo de críticas por não atender parlamentares ou pela sua baixa capacidade de execução orçamentária.


Segundo dados do governo federal, Nísia gastou 84% de tudo aquilo que estava disponível para a pasta. Isso, segundo integrantes do PP ouvidos por O Antagonista, tem sido crucial para atrasar projetos e pagamentos de fornecedores.


O ministério da Saúde em governos anteriores sempre foi um quinhão do PP. Ricardo Barros, ex-líder do governo Bolsonaro na Câmara, foi ministro da Saúde durante a gestão Michel Temer.


Parlamentares do PP argumentam que a nomeação de Luizinho teria alguns objetivos claros. O primeiro: dar poder ao parlamentar que deixou o cargo de secretário de Saúde do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), para assumir a função de líder. Com um ministério, Luizinho teria condições de aumentar ainda mais seu poder de fogo junto ao eleitorado fluminense.


O outro ponto é garantir um ministério de grande forte ao PP já de olho em 2025. O partido quer garantir a Lira uma pasta de expressão justamente para o momento em que ele deixar a presidência da Câmara.

FONTE: O Antagonista

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