22/02/2024 às 09h08
Redação
Campo Grande / MS
O advogado Paulo Faria, responsável pela defesa de Daniel Silveira, apresentou um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) em favor do ex-deputado, acusando o ministro Alexandre de Moraes e o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Filho, de cometerem "ilegalidades e abusos" por "crime de tortura". O habeas corpus foi apresentado na terça-feira (20).
O advogado argumenta que seu cliente tem direito à transferência para o regime semiaberto, pedido que tem sido rejeitado por Moraes. A principal alegação da defesa é que Silveira teria ultrapassado em 147 dias o prazo legal para a progressão de regime, configurando um excesso de pena.
"De acordo com a certificação de prazos expedida pelo STF, o tempo de progressão do regime fechado para o semiaberto será de 520 dias, ou seja, 16%", destacou Faria no documento. "Portanto, há um excesso de execução no cumprimento de pena em regime fechado em 147 dias, e que está sendo ignorado por Moraes e o vice-PGR."
O advogado apresenta cálculos detalhados sobre o cumprimento da pena de Silveira e afirma que todas as medidas legais serão tomadas para garantir o respeito à Lei de Execuções Penais e assegurar que o ex-deputado seja transferido para o regime menos gravoso imediatamente:
PERÍODO DE PRISÃO PREVENTIVA:
REMIÇÃO DE PENA:
CUMPRIMENTO DE PENA:
TOTAL:
TEMPO PARA PROGRESSÃO DE REGIME (APENAS CUMPRIMENTO):
Faria alega que, diante das ilegalidades apresentadas, o crime de tortura, de acordo com a Lei 9.455/97, estaria configurado por ação e omissão das autoridades envolvidas. Ele mencionou a possibilidade de denunciar os envolvidos por abuso de poder e autoridade nas esferas cível, administrativa e criminal, tanto no Brasil quanto em órgãos internacionais.
FONTE: Rhuan C. Soletti
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