25/02/2024 às 19h49
Redação
Campo Grande / MS
Durante a manifestação que reuniu milhares de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro nas ruas de São Paulo, o Pastor Silas Malafaia, uma das vozes mais influentes no meio evangélico brasileiro, proferiu um discurso contundente, marcado por críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a membros do judiciário e em especial ao Ministro Alexandre de Moraes. O evento, que ocorreu em um momento de intensa pressão política, com uma investigação contra Bolsonaro e aliados por tentativa de um golpe de papel, serviu como palco para Malafaia expressar seu apoio a Bolsonaro, enquanto o ex-presidente enfrenta acusações e a perseguição mais dura que algum ex-presidente já sofreu.
Malafaia iniciou seu discurso com uma forte condenação ao presidente Lula, acusando-o de depreciar a imagem do Brasil internacionalmente:
"Olá povo abençoado do Brasil... eu quero deixar aqui o meu repúdio ao presidente Lula que fez o Brasil ser vergonha no mundo inteiro. A fala dele não representa o povo brasileiro!"
A declaração estabeleceu o tom adotado em seu discurso, marcado por uma clara oposição ao governo atual, que ele acusa de receber elogios de "terroristas assassinos", uma referência às críticas de Lula à política externa israelense e às congratulações recebidas pelos terroristas do Hamas.
Paulada em Alexandre de Moraes
Malafaia não poupou críticas ao judiciário, acusando magistrados de agirem contra a república e o estado democrático de direito. Ele se concentrou particularmente no Ministro Alexandre de Moraes, a quem acusou de liderar uma "engenharia do mal" contra Bolsonaro: Eu vim fazer aqui eu vou mostrar para vocês a engenharia do mal para querer prender Jair Messias Bolsonaro".
Malafaia argumentou que existe uma conspiração para deslegitimar e prender o ex-presidente, minando assim o estado democrático de direito.
O 7 de Setembro de 2021 como Ponto de Inflexão
O centro do discurso de Malafaia tratou dos eventos do 7 de setembro de 2021. O pastor destacou um episódio significativo que ilustra a postura de Bolsonaro frente aos abusos impostos pelo STF.
"Eu estava aqui com o presidente no trio elétrico... me lembro que o presidente no 7 de setembro de 21 botou para quebrar em cima do Ministro Alexandre Morais..."
O episódio foi emblemático da tensão entre o poder executivo e o judiciário, que foi o principal conflito durante o último governo.
Malafaia enfatizou a surpresa e admiração que sentiu quando Bolsonaro, após o 7 de setembro, optou por uma abordagem mais conciliatória, apesar das expectativas de uma escalada no confronto.
"O presidente cedeu...", disse, referindo-se à reação moderada de Bolsonaro, após consulta com o ex-presidente Michel Temer, que o convenceu a adotar o caminho do apaziguamento das tensões.
"Eu disse para ele, caramba, nós não esperávamos isso, o presidente, na linguagem popular, fumou o cachimbo da paz..."
Este recuo, segundo Malafaia, demonstrou, na época, o respeito às instituições democráticas do país.
Em um momento de crítica direta ao sistema eleitoral e ao TSE, Malafaia questionou a imparcialidade das eleições de 2022. "Podiam chamar Bolsonaro de genocida, mas não podiam dizer que Lula é ex-presidiário," pontuou, evidenciando o que ele considera uma censura e parcialidade contra Bolsonaro e seus apoiadores.
O líder evangélico destacou o silêncio de Bolsonaro após as eleições de 2022. Segundo ele, a atitude demonstrou a aceitação dos resultados, contrariando as narrativas de que ele seria uma ameaça à ordem democrática.
"A eleição acabou, Bolsonaro perdeu... Silêncio absoluto de Bolsonaro. Não atacou ninguém, não reclamou de ninguém...", ressaltou Malafaia.
Valdemar da Costa Neto, líder do Partido Liberal, assumiu a responsabilidade de questionar formalmente os resultados eleitorais, uma ação comparada por Malafaia à iniciativa do PSDB em 2014.
"Valdemar da Costa Neto, entra com uma petição no Tribunal Superior Eleitoral questionando o resultado das urnas. Em 2014, Aécio Neves, do PSDB de Alexandre de Moraes, entrou com uma ação no TSE questionando o resultado das eleições",
explica Malafaia, apontando para um precedente na política brasileira de contestação eleitoral dentro dos meios legais e apontando a discrepância no tratamento recebido pelo PL em comparação com o PSDB.
O discurso de Malafaia não se limitou a críticas políticas; ele também fez um apelo emocionado pela fé. "Deus abençoe a querida Pátria brasileira. Deus nos livre desses homens maus,". Depois orou, encerrando seu discurso com uma mensagem de esperança e resistência.
FONTE: Brasil Sem Medo
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