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05/03/2024 às 12h04

Redação

Campo Grande / MS

Barroso diz que termos do direito parecem "posição do Kama Sutra"
No mesmo evento ministro chacoteou 750 mil manifestantes
Barroso diz que termos do direito parecem
Foto Divulgação

O presidente da Suprema Corte, o ministro Roberto Barroso, afirmou nesta segunda-feira (4), em um evento promovido pela Faculdade de Direito da PUC-SP, ser necessário deixar de acreditar “que quem fala complicado é inteligente”. Segundo o magistrado, alguns termos utilizados no Judiciário se assemelham às posições apresentadas no Kama Sutra, um livro de origem indiana, escrito por Vatsyayana, pautado no comportamento sexual. Barroso destacou que seu intuito era alertar os jovens que estão iniciando o curso de Direito por uma linguagem mais simples.


“[É preciso] Parar com esse negócio de achar que quem fala complicado é inteligente. Geralmente, quem fala complicado não sabe do que está falando. Nós já temos problemas graves no direito, que é uma terminologia por muitas vezes muito esquisita”, disse.  “Nós somos capazes de dizer coisas do tipo: no aforamento, havendo pluralidade de enfiteutas elege-se um cabecel. É feio demais. Já temos embargos infringentes. Tem mútuo feneratício. Me perdoem, mas parece uma posição do Kama Sutra”, afirmou.


Sem citar o nome de Jair Bolsonaro e seus aliados, o magistrado afirmou que as Forças Armadas foram politizadas nos últimos anos, sendo “manipulados e arremessados na política por más lideranças”. Barroso ainda criticou as acusações de fraude no processo eleitoral, destacando sua autoridade enquanto presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e alegando que tais imputações não passavam de uma “mentira”>


“[Houve] Falsas acusações de fraude no processo eleitoral. Eu mesmo era presidente do TSE. ‘Eu tenho prova de que tem frande’. Beleza, intimado para apresentar as provas. Era mentira, tinha prova nenhuma. Politização das Forças Armadas, o que talvez tenha sido das coisas mais dramáticas para a democracia. Porque, desde 1988, as Forças Armadas tiveram um comportamento exemplar no Brasil, de não ingerência, de não interferência, de cumprir as suas missões constitucionais, de ocupar espaços remotos da vida brasileira, inóspitos. Gente que leva uma vida dura. Eu tenho o maior respeito [...].


Porém, [os militares] foram manipulados e arremessados na política por más lideranças. Fizeram um papelão no TSE. Convidados para ajudar na segurança e na transparência, foram induzidos por uma má liderança a ficarem levantando suspeitas falsas, quando a lealdade é um valor que se ensina nas Forças Armadas. [Houve] Deslealdade. Portanto, foram momentos muito difíceis que nós vivemos no Brasil”, concluiu.

FONTE: Luís Batistela

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