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Brasil

22/03/2024 às 10h14 - atualizada em 22/03/2024 às 10h25

Redação

Campo Grande / MS

Michelle já havia dito onde estavam os móveis em abril de 2023
O falso sumiço dos móveis presidenciais foi uma operação entre Planalto e a mídia para justificar gastos luxuosos de Janja e Lula sem licitação
Michelle já havia dito onde estavam os móveis em abril de 2023
Foto Divulgação

Em abril de 2023, Michelle Bolsonaro já havia esclarecido que os móveis retirados do Palácio da Alvorada por ela e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro originalmente pertenciam à residência da família no Rio de Janeiro, antes de assumirem a presidência, conforme vídeo publicado em seu perfil no instagram em 16 de abril de 2023, divulgado hoje pelo Brasil sem Medo.


Ela foi orientada por Marcela Temer, também ex-primeira-dama, sobre a possibilidade de levar para o Alvorada os móveis de sua residência anterior, após a vitória eleitoral de seu marido. A iniciativa de adaptar a decoração dos ambientes com itens pessoais partiu de Laura, filha do casal.

“Passei seis meses utilizando a cama do Alvorada, que foi compartilhada por outros presidentes. No segundo semestre de 2019, recebemos nossos móveis, a pedido de minha filha Laura”, compartilhou Michelle, que também divulgou fotos comparativas de sua mesa, sofá e revisteiro, tanto no Rio de Janeiro quanto em uso atual.

Consequentemente, a ex-primeira-dama esclareceu que os móveis do Alvorada foram realocados para o depósito 5 ou para outro depósito presidencial, que dispõe de itens de mobiliário e decoração para uso no palácio.

Michelle criticou Lula e Janja por supostos excessos no Palácio da Alvorada, comentando: “Os móveis estão lá. Mas, infelizmente, aqueles que defendem a humildade e simplicidade parecem não desejar viver de maneira simples, fazendo mau uso do dinheiro público”. Ao final, ela ironizou a situação, sugerindo a criação de uma 'CPI dos móveis do Alvorada'.

Sob a gestão de Lula, foram gastos aproximadamente R$ 196 mil na aquisição de uma cama, dois sofás, duas poltronas e um colchão king size para o palácio, de acordo com informações da Folha de S. Paulo, obtidas via Lei de Acesso à Informação, em abril.


"A falta de móveis e o estado precário de conservação da mobília existente no Alvorada levaram à necessidade de novas aquisições. Os itens comprados agora fazem parte do patrimônio da União e servirão aos futuros presidentes", declarou a Secom.


Em janeiro, Janja alegou que a condição em que a residência fora deixada por Bolsonaro impedia a mudança imediata do casal farônico para o Palácio, que só ocorreu em 6 de fevereiro, após as reformas e compra dos móveis de luxo.

FONTE: Sílvio Gramado

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