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30/04/2024 às 09h36

Redação

Campo Grande / MS

Governo Tarcísio cancela resolução que criava Política de Saúde LGBT
Entre os objetivos declarados da referida política, estava o de “garantir acesso universal e integral às demandas pelo processo transexualizador no SUS, financiados com dinheiro público
Governo Tarcísio cancela resolução que criava Política de Saúde LGBT
Foto Arquivo

Depois de uma forte reação de eleitores pelas redes sociais, o secretário estadual de Saúde de São Paulo, Eleuses Vieira de Paiva revogou a resolução que submetia à consulta pública o texto da Política Estadual de Saúde Integral da População de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Pessoas Transexuais, Queers, Intersexos, Assexuais, Pansexuais e Não Binários – LGBT+ no Estado de São Paulo.


 A revogação foi publicada hoje no Diário Oficial do Estado de São Paulo.

Entre os objetivos declarados da referida política, estava o de “garantir acesso universal e integral às demandas pelo processo transexualizador no SUS”. Ou seja, garantir a todas as pessoas, sem distinção de idade, a chance de passar por procedimentos de transição de gênero, financiados com dinheiro público.


Ao mesmo tempo em que garante a todas as facilidades para as terapias de transição de gênero, a política estabelecida pela Secretaria de Saúde de São Paulo também tinha por objetivos:


VIII - Qualificar a rede SUS-SP para desenvolver ações de redução de danos à saúde da população LGBT+ com relação ao uso excessivo de medicamentos, álcool e outras drogas, anabolizantes, estimulantes sexuais, silicone industrial e hormônios, entre outros;


IX - Oferecer cuidados aos agravos decorrentes do uso prolongado e inadequado de hormônios femininos e masculinos para travestis, transexuais e pessoas com outras variabilidades de gênero.


Ou seja, a Secretaria de Saúde admitia explicitamente os graves malefícios à saúde trazidos pelas próprias terapias de transição de gênero que pretendia financiar.


Outro objetivo da política para população LGBT+  era o de:


XV - Garantir os direitos sexuais e reprodutivos (ou seja, aborto) para a população LGBT+ no âmbito do SUS-SP;


Ainda segundo o texto revogado hoje, competiria à Secretaria da Saúde:


 X - Construir diretrizes que promovam a atenção e o cuidado integral a crianças e adolescentes lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais e/ou com outras variabilidades de gênero, promovendo sua saúde mental, assim como acolhimento e apoio;


Em outras palavras, caso adotasse a referida política, o Governo de São Paulo iria trabalhar oficialmente com a categoria de “crianças travestis”.


Você pode ler a íntegra da resolução aqui.


Eleuses Vieira de Paiva, indicado pelo PSD, continua fazendo parte do governo Tarcísio.

FONTE: Paulo Briguet

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