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10/06/2024 às 19h42 - atualizada em 10/06/2024 às 19h59

Redação

Campo Grande / MS

Deputado coleta 100 assinaturas para a CPI do Arroz
Empresa de queijo e locadora de veículos venceram o leilão bilionário do governo Lula para compra de arroz
Deputado coleta 100 assinaturas para a CPI do Arroz
Foto Zeca Ribeiro

O deputado federal Zucco (Republicanos-RS) começou a coletar assinaturas para instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar o leilão do governo Lula para a compra de arroz. Quatro empresas venceram o leilão, entre elas uma loja de queijo de Macapá (AP) e uma locadora de veículos de Brasília (DF).


O deputado diz que há “indícios de possível fraude” no leilão e até mesmo que há “indícios de uso de empresas de fachada na disputa”, o que justificaria a participação da empresa Wisley A. de Souza Ltda., que é a loja de queijos.


– Uma semana antes da realização do leilão, a empresa possuía um capital social de apenas R$ 80 mil, totalmente incompatível com a garantia necessária para entrar na disputa. Na véspera, esse capital é convenientemente alterado para R$ 5 milhões – afirmou Zucco em nota.


EMPRESAS SE DEFENDERAM
Tanto a A Wisley A de Sousa Ltda., quanto a ASR Locação de Veículos e Máquinas Ltda. se pronunciaram sobre as suspeitas a respeito delas vencerem o leilão que totaliza R$ 1,3 bilhão de recebimentos do governo federal para a compra de arroz.


A loja de queijos afirmou em nota que “grupos com interesses contrariados estejam tentando afetar sua imagem e deturpar a realidade”. O texto também diz que a importação “é essencial ao país encontrar formas de assegurar o abastecimento de arroz” e que está “disposta a acelerar a importação de modo que o consumidor final não seja penalizado com aumento que pode chegar em até 40% no preço do arroz aos brasileiros”.


Já a locadora de veículos declarou que pequenas empresas como ela venceram o leilão porque o agronegócio boicotou o leilão do governo Lula (PT).


– A crítica é porque somos pequenos, então por que as grandes não entraram? Ora, porque o agronegócio está contra isso, eles boicotaram, não entraram no leilão e pensaram que ele não seria realizado, mas foi – disse a ASR.

FONTE: Leiliane Lopes

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