10/07/2024 às 13h34 - atualizada em 10/07/2024 às 13h45
Redação
Campo Grande / MS
Os deputados de oposição ignoraram os apelos do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e fecharam questão contra a proposta de regulamentação da reforma tributária. A decisão foi antecipada pelo deputado Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL-SP) em entrevista ao programa Meio-Dia em Brasília.
“O projeto inteiro é ruim. A oposição vai votar contra. O governo ignorou as propostas de frentes parlamentares e resolveu fazer uma proposta própria, com viés totalmente arrecadatório e uma alíquota absurda que vai impactar o consumidor, vai impactar o pequeno e o médio empreendedor, e vai impactar a sanidade de vários setores da economia”, disse o parlamentar.
O líder da oposição na Câmara, Filipe Barros (PL-PR), também reafirmou o posicionamento da oposição em post no X – antigo Twitter.
“A reforma tributária de Lula-Haddad é uma das maiores farsas da história econômica do Brasil. Isso é aumento de imposto. A Oposição acaba de fechar questão contra mais esse assalto do Lula e do PT contra a população”, criticou.
Na manhã desta quarta-feira, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), conversou com o ex-presidente Jair Bolsonaro, na sede do PL, para tentar convencê-lo a persuadir os deputados de oposição a votarem a favor do texto.
O desconforto de Lira com a bancada do PL ficou latente desde essa terça-feira pela noite, quando ele foi confrontado com parlamentares da sigla de Valdemar Costa Neto que criticaram publicamente a celeridade na tramitação da proposta.
Na noite de terça, Lira também procurou o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, na festa do PSD para fazer apelos no mesmo sentido.
Como registramos, o grupo de trabalho (GT) de regulamentação da reforma tributária apresentou um novo parecer com uma redução no imposto que será cobrado sobre os medicamentos. A proposta deve ser votada nesta quarta-feira, 10, pela Câmara dos Deputados.
A nova versão do relatório mantém uma lista com 383 remédios isentos de tributos. Além disso, os deputados incluíram a previsão de imposto reduzido (correspondente a 40% da alíquota geral) para todos os outros medicamentos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou produzidos por farmácias de manipulação.
FONTE: Brasil Sem Medo
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