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Saúde

29/07/2024 às 13h19

Redação

Campo Grande / MS

EUA aprovam exame de sangue que detecta câncer colorretal
É o primeiro teste de sangue a ser aprovado no país para triagem inicial da doença, que deve ser diagnosticada antes dos sintomas, diz especialista
EUA aprovam exame de sangue que detecta câncer colorretal
Foto Arquivo

A agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), aprovou, nesta segunda-feira (29), um exame de sangue para ser usado no rastreamento do câncer colorretal entre adultos de risco médio com 45 anos ou mais.


É o primeiro teste de sangue a ser aprovado pelo FDA para triagem primária da doença, e estará junto com exames como colonoscopia, colonoscopia virtual (feita com o equipamento de tomografia computadorizada), sigmoidoscopia (que examina a parte inferior do intestino com auxílio de medicamento). O câncer colorretal é a segunda causa mais comum de mortes por câncer no país, segundo dados da America Cancer Society.


Cerca de 83% dos participantes que foram diagnosticados com câncer colorretal por colonoscopia apresentaram resultado positivo para a doença no teste. Outros 17% apresentaram resultado falso negativo.


O teste apresentou uma eficácia de 88% na detecção de câncer colorretal em estágio I, II ou III, mas apenas 13%, na detecção de lesões pré-cancerígenas.


Identificar pólipo em fase inicial pode evitar doença


Segundo o oncologista brasileiro Márcio Almeida, cerca de 98% dos casos de câncer são o adenocarcinoma. “Esse câncer é o mais comum e se desenvolve do pólipo, uma 'verruguinha' que dá no intestino, que era um adenoma simples, pequeno, que não foi tratado e começou a crescer até se tornar um câncer”, explica.


Por isso, segundo ele, o ideal é que a doença seja diagnosticada antes do início dos sintomas, na identificação do pólipo pela videocolonoscopia.


Como a doença não dá sinais no início, o exame a cada cinco anos é essencial para o diagnóstico precoce, segundo o médico. É necessário que ele seja feito partir dos 45 anos de idade, em homens e mulheres, e mais cedo para pacientes com histórico familiar.

FONTE: Wagner Lauria Jr

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