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Saúde

05/06/2026 às 10h36

Redação

Campo Grande / MS

Casos de Parkinson devem dobrar até 2050; conheça sinais
Especialista reforça que tremores não são o único sintoma da doença
Casos de Parkinson devem dobrar até 2050; conheça sinais
Foto Divulgação

Estima-se que cerca de 10 milhões de pessoas no mundo sofram com a doença de Parkinson atualmente.


Até 2050, esse número pode mais que dobrar, chegando a 25,2 milhões, um aumento de 112%, segundo dados da revista científica The BMJ.


Como o Parkinson tem a idade como seu maior fator de risco, também é caminho natural que os números acompanhem o envelhecimento da população.


A doença atinge majoritariamente pessoas acima dos 65 anos, embora o "Parkinson de início precoce" possa afetar pacientes na faixa dos 50, 40 anos ou até em pessoas ainda mais jovens.


É o que explica o neurologista clínico e especialista em parkinson e demências, José Guilherme Schwam Jr.


Segundo ele, além da idade, a doença parece ser mais prevalente em trabalhadores rurais, principalmente naqueles expostos a agrotóxicos.


Quando se fala em Parkinson, a primeira imagem que vem à mente da maioria das pessoas são os tremores nas mãos.


Contudo, a doença costuma dar sinais silenciosos muito antes de afetar a coordenação motora.


O especialista alerta que é necessário ficar atento aos sinais não motores, que podem aparecer anos e às vezes décadas antes dos tremores.


"Os sinais motores clássicos envolvem os tremores em repouso, que está presente em 70% dos pacientes, a lentidão para realizar movimentos do dia a dia e a rigidez muscular. Diminuição do olfato, intestino muito preso, depressão e distúrbios do sono como se debater violentamente durante os sonhos são sinais de alerta importantes", destaca José Guilherme.


Ainda não existe cura definitiva para o Parkinson ou uma blindagem 100% eficaz contra a doença.


O médico ressalta, no entanto, que a principal forma de retardar a progressão motora da doença é o exercício físico, além de uma dieta balanceada e cuidado com a saúde cardiovascular e metabólica.


“Uma atividade física regular e com intensidade adequada tem um efeito neuroprotetor importante. Ela ajuda, de forma comprovada a diminuir o risco de quedas, limitações motoras, dores difusas, inerentes à evolução do Parkinson e, junto com a medicação correta, é o que vai garantir a qualidade de vida, a independência e a autonomia do paciente por muitos anos", afirma.


José Guilherme ressalta que o diagnóstico precoce continua sendo a melhor ferramenta.


Ao perceber qualquer lentidão incomum ou tremores recorrentes, a recomendação é buscar a avaliação de um neurologista para garantir que o tratamento comece o quanto antes.

FONTE: SBT News

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