23/09/2024 às 21h05
Redação
Campo Grande / MS
O microfone cortado do presidente Lula durante discurso na Assembleia Geral da ONU repercutiu entre deputados que atribuíram ao petista a “incapacidade do governo de gerir” o tempo de sua fala, mas também “o Brasil de forma eficaz”.
“Se o presidente Lula não consegue nem gerir o próprio tempo de fala na ONU, como podemos esperar que ele consiga administrar um país do tamanho e com os desafios do Brasil? Esse episódio é apenas mais um reflexo da falta de organização e liderança que temos visto no governo”, disse o deputado Sanderson (PL-RS).
Para o deputado Sargento Gonçalves (PL-RN), o episódio refletiu a falta de seriedade do presidente: “O presidente Lula não leva a sério nem a mais alta tribuna internacional, como podemos confiar que ele leva a sério os problemas reais do Brasil? Essa incapacidade de respeitar regras e prazos é a mesma que vemos na gestão interna do país, onde promessas são descumpridas e a população paga o preço”.
Rodrigo Valadares (União-SE) apontou que o episódio na ONU é um reflexo da desordem que permeia o governo: “A falta de controle sobre o próprio tempo de discurso é uma pequena amostra do descontrole maior que vemos em várias áreas da administração pública. Se ele não consegue seguir um cronograma simples em um evento de tamanha importância, como podemos acreditar que ele está no controle da economia, da segurança e da saúde do país?”
Rodolfo Nogueira (PL-MS) também se manifestou e disse que “Lula teve a chance de representar o Brasil diante do mundo, mas o que fez foi envergonhar o país ao demonstrar despreparo e falta de foco”.
Ele acrescentou que “O Brasil precisa de um líder que seja respeitado globalmente, não de alguém que perde até a oportunidade de terminar seu discurso porque não soube se organizar”.
Durante Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, onde o Brasil, tradicionalmente, faz o discurso de abertura. Neste domingo, 22, o presidente brasileiro participou de um evento paralelo, a Cúpula do Futuro, e teve o microfone cortado.
Antes do início, foi comunicado aos participantes que os líderes dos países teriam direito a apenas cinco minutos de fala, e que não poderiam exceder o tempo. Anteriormente, dois outros representantes também tiveram as falas silenciadas, já que não respeitaram as regras previamente informadas e acordadas.
Como mostramos, durante sua fala, Lula criticou a própria ONU e outros órgãos internacionais pelo que chamou de “carência de autoridade” e “perda de vitalidade”. Também falou que “a legitimidade do Conselho de Segurança encolhe a cada vez que ele aplica duplos padrões ou se omite diante de atrocidades”.
FONTE: Deborah Sena
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