14/12/2024 às 08h45 - atualizada em 14/12/2024 às 09h05
Redação
Campo Grande / MS
A Polícia Federal prendeu o general Walter Braga Netto (PL), na manhã deste sábado (14), por tentar obter dados sigilosos da delação premiada do tentente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Braga Netto também foi alvo de buscas por provas de supostas tentativas de pressionar delatores. Preso em sua casa em Copacabana, o general foi conduzido para fazer exame de corpo de delito na sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro. E será encaminhado para o Comando Militar do Leste, no Rio de Janeiro, para ficar sob custódia do Exército.
Em novembro, o STF revelou uma suposta trama para um golpe de Estado com assassinatos do presidente Lula (PT), de seu vice Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, no final do ano de 2022, que seria efetuado utilizando um táxi.
E citou Braga Netto como listado ao lado do general Augusto Heleno em uma minuta que previa instituir um “Gabinete Institucional de Gestão da Crise” que comandariam tal órgão que seria criado por militares aliados de Bolsonaro.
Ao comentar rumores, ainda em novembro, de que tal gabinete representaria um golpe contra o próprio Bolsonaro, o general Braga Netto refutou ter tratado de golpe e muito menos do plano de assassinato. O general foi indiciado no final de novembro de 2022.
“Nunca se tratou de golpe, e muito menos de plano de assassinar alguém. Agora parte da imprensa surge com essa tese fantasiosa e absurda de “golpe dentro do golpe”. Haja criatividade…”, escreveu Braga Netto, ao divulgar nota de sua defesa técnica, nas suas redes sociais.
FONTE: Davi Soares
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