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26/01/2025 às 21h30

Redação

Campo Grande / MS

Defesa de Bolsonaro critica vazamento “ilegal” da delação de Mauro Cid
Em depoimento à PF, o tenente-coronel mencionou 20 nomes envolvidos na suposta trama golpista
Defesa de Bolsonaro critica vazamento “ilegal” da delação de Mauro Cid
Foto Arquivo

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou neste domingo, 26, o vazamento da íntegra da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do governo, e chamou a investigação de “semissecreta”.


Em nota assinada pelos advogados Paulo Cunha Bueno, Daniel Tesser e Celso Sanchez Vilardi, a equipe jurídica manifestou “indignação diante de novos vazamentos seletivos” e afirmou que a divulgação prejudica o direito à ampla defesa.


O depoimento de Mauro Cid à Polícia Federal, obtido pelo colunista Elio Gaspari, trouxe detalhes sobre a suposta trama golpista para impedir a posse de Lula (PT). 


Segundo o militar, Bolsonaro cogitava dois cenários para reverter o resultado das eleições de 2022: apontar fraudes nas urnas — hipótese descartada pela falta de evidências — ou contar com o apoio das Forças Armadas para um golpe de Estado.


A defesa de Bolsonaro afirmou que a divulgação dos documentos “sonega às defesas o acesso integral à colaboração premiada”, impedindo que o contexto completo das provas seja analisado.


“Investigações ‘semissecretas’ são incompatíveis com o Estado democrático de Direito”, diz a nota.


Mauro Cid cita 20 nomes


Cid mencionou 20 nomes envolvidos na suposta articulação, incluindo figuras próximas ao ex-presidente, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), e o senador Jorge Seif (PL-SC).


Seif, classificado como parte da ala radical, negou envolvimento e chamou as declarações do militar de “falaciosas” e “mentirosas”.


Entre os citados na delação estão também o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa, e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que teria buscado indícios de fraudes nas urnas. Cid também acusou o ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier, de ter colocado tropas à disposição do plano.


O acordo de delação de Mauro Cid foi homologado pelo STF em setembro de 2023, mas enfrentou questionamentos devido a contradições em seus depoimentos. Apesar disso, o ministro Alexandre de Moraes manteve a validade após novos esclarecimentos do militar.







FONTE: O Antagonista

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