28/01/2025 às 13h17
Redação
Campo Grande / MS
O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), candidato à presidência da Câmara, se posiciona como uma alternativa formada exclusivamente pela oposição na disputa pelo comando da Casa Baixa.“Tenho buscado desde o início dessa discussão que a oposição lance uma candidatura“, afirmou ao portal O Antgonista.
Segundo Marcel, as tentativas de diálogo com outros membros da oposição para viabilizar uma candidatura comum não avançaram, o que acabou forçando o lançamento de seu nome.
O deputado, no entanto, garante contar com apoio suficiente para sustentar sua candidatura, que tem como prioridade questões como o impeachment do presidente Lula.
Questionado sobre a adesão de legendas de oposição, como o Partido Liberal (PL), à candidatura do líder do Republicanos, Hugo Motta (PB), Marcel afirmou que “O PL tem que responder pelo PL”, mas argumentou que o partido Novo está sendo coerente “com aquilo que sempre defendeu, que é buscar lançar ou então apoiar candidaturas que representem aquilo que os nossos eleitores esperam”.
O parlamentar gaúcho traduziu como “aquilo que os eleitores esperam” a “defesa da transparência, da honestidade, dos valores conservadores, da liberdade econômica, do combate aos abusos de autoridade e, claro, do impeachment do Lula, que tem que ser a primeira pauta a ser defendida por qualquer candidato a presidente da Câmara”.
“Posso ser eleito presidente da Câmara”
Marcel descarta qualquer vaidade em relação à dispua e refuta a ideia de que sua candidatura seja apenas uma estratégia de comunicação.
“É a representação fiel do que eu acredito. E se eu consegui ser eleito deputado federal – já fui eleito deputado estadual antes –, por que não poderia ser também eleito presidente da Câmara dos Deputados? Bolsonaro foi eleito presidente da República sem a menor expectativa, poucos meses antes da eleição. Eu também posso ser eleito presidente da Câmara”.
Ao lançar candidatura pelo NOVO, Marcel criticou a candidatura de Hugo Motta, por representar o centrão. A coalizão formada em torno do paraíbano une partidos do PL ao PT.
“Não estamos confortáveis com o fato de termos apenas duas candidaturas lançadas, uma do Centão e outra do PSOL“, disse na ocasião.
FONTE: Deborah Sena
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