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02/02/2025 às 10h34

Redação

Campo Grande / MS

Força Aérea proibe monetização de vídeos em redes sociais
Videos engraçados e atividades dentro dos quartéis estão na mira das autoridades
Força Aérea proibe monetização de vídeos em redes sociais
Foto Divulgação

Nos últimos anos tem sido cada vez mais comuns que militares da ativa e reserva das Forças Armadas e Forças Auxiliares se transformem nos chamados influenciadores das redes sociais. A atividade militar ainda está entre aquelas consideradas mais atrativas, sobretudo para o público mais jovem e é comum que militares tenham em seus perfis no Instagram um grande número de seguidores.


Com os salários mais baixos do funcionalismo, os militares das Forças Armadas e Forças Auxiliares acabam utilizando o interesse que a sociedade civil projeta sobre eles para ganhar uma renda extra. Muitos dão dicas sobre como ingressar em Forças Armadas, outros falam sobre preparação física, mostram cenas do dia a dia nos quartéis e alguns explicam questões de geopolítica e segurança pública em canais particulares nas redes sociais e Youtube.


Influenciadores nas redes sociais


Alguns, quando alcançam uma quantidade razoável de seguidores, tem possibilidade de conseguir eventual patrocínio, quase sempre informal, de empresas ligadas a equipamentos militares como facas, coldres e lanternas. A monetização de vídeos é outra das formas utilizadas,  que no Youtube, por exemplo, pode ter ganhos que passam de um dólar a cada mil visualizações.


Um vídeo considerado bom pode alcançar 500 mil visualizações, rendendo no mínimo 500 dólares, o que sem dúvidas já é considerado um bom complemento para quem tem salários que dificilmente passam da casa dos 8 mil reais.


Entretanto, aparentemente as Forças Armadas tem direcionado o olhar para esse tipo de atividade. A prática de monetizar as redes sociais pode estar em vias de terminar. Um manual de conduta publicado pela Força Aérea Brasileira deixou bem claro para os militares da instituição que o comando da força, atualmente nas mão do Tenente – Brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno, não está feliz com a situação.



Manual de conduta nas redes sociais, para militares da FAB


“De acordo com o Estatuto dos Militares e o RDAER, o militar deve abster-se de fazer uso do posto ou da graduação para obter facilidades pessoais de qualquer natureza. É proibido: monetizar o seu perfil/canal nas mídias sociais; fazer anúncios de cursinhos, empresas, lojas, etc.; e comercializar qualquer produto ou serviço.”


No documento, que foi distribuido em 2020 e ainda está está em vigor, a Força Aérea recomendou ainda que os militares não publiquem vídeo retratando situações engraçadas ocorridas dentro dos quartéis.


“Mídia social não é local para elaborar e publicar conteúdos inovadores e criativos fazendo uso de temas e personagens da Instituição Militar (por exemplo: vídeos engraçados, canções, declarações, memes, gifs, dublagens, montagens, etc.)”.

FONTE: Sociedade Militar

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