04/02/2025 às 11h13
Redação
Campo Grande / MS
Pesquisadores já identificaram a presença dos microplásticos em praticamente todos os órgãos humanos. Uma situação considerada preocupante e que liga uma série de alertas sobre os efeitos desta contaminação à saúde humana.
Agora, cientistas revelaram que a quantidade destes materiais presentes no nosso corpo pode ser ainda maior do que se imaginava. No entanto, ainda não se sabe ao certo quais que tipo de problemas este acúmulo pode causar.
Quantidade de plástico no nosso organismo aumentou
Um recente trabalho apontou que amostras de cérebro humano cognitivamente normais coletadas durante uma autópsia continham de sete a 30 vezes mais fragmentos minúsculos de plástico do que as coletadas oito anos antes.
No total, foram identificadas 4.800 microgramas por grama, o equivalente a uma colher de plástico padrão inteira. Isso significa que 0,5% dos nossos cérebros já podem ser plástico.
Os pesquisadores também encontraram mais três a cinco vezes mais fragmentos de plástico semelhantes a fragmentos nos cérebros de 12 pessoas que foram diagnosticadas com demência antes de sua morte em comparação com cérebros saudáveis. Esses fragmentos, menores do que os olhos podem ver, estavam concentrados nas paredes das artérias e veias do cérebro, bem como nas células imunológicas do cérebro.
Apesar das descobertas, a ciência ainda tenta entender ao certo quais são os efeitos do acúmulo de plástico no nosso organismo.
FONTE: Alessandro Di Lorenzo
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