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08/02/2025 às 11h37 - atualizada em 08/02/2025 às 23h33

Redação

Campo Grande / MS

Bancada do PL na Câmara sai em defesa de Lucas Pavanato
Vereador foi processado por dizer que vereadora trans é homem biológico
Bancada do PL na Câmara sai em defesa de Lucas Pavanato
Fotos Mozart Gomes

Nesta sexta-feira (7), a Bancada do Partido Liberal na Câmara Municipal de São Paulo emitiu uma nota de apoio ao vereador Lucas Pavanato (PL) que foi representado ao Ministério Público sob acusação de transfobia.


O parlamentar causou confusão nesta quinta (6) ao afirmar que a vereadora Amanda Paschoal (PSOL), mulher trans, é um homem biológico. A psolista se sentiu ofendida e resolveu acionar a Justiça.Na nota, a Bancada do PL declarou “total apoio” a Pavanato por seu discurso que se referia um projeto de lei que proíbe atletas transgênero de disputar em competições femininas.


– O PL reconhece a importância de garantir o respeito nas competições esportivas femininas. Estudos indicam que mulheres transgênero podem manter vantagens físicas em relação às mulheres cisgênero, mesmo após a transição hormonal – diz a nota da legenda.


RELEMBRE
Ao defender o projeto de lei 05/2025, Pavanato citou nominalmente Amanda Paschoal que é uma mulher trans dizendo que, mesmo respeitando a sua identidade de gênero, ela é um homem biologicamente e, por isso, não seria justo competir contra mulheres biológicas.


– Eu tenho direito de afirmar que uma transexual, por mais que se identifique como mulher e tenha o direito de se identificar, biologicamente não mudou, biologicamente continua sendo um homem – disse ele.


Em seguida, ele fez menção nominal à vereadora do PSOL.


– E não seria justo, por exemplo, a vereadora Amanda Paschoal brigando com uma mulher no ringue.


A psolista se revoltou com a fala de Pavanato e houve debate entre eles, com ela ameaçando processá-lo e levar o caso para a Justiça por transfobia. Depois, Paschoal entrou com uma representação no Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra o vereador.


– Transfobia é crime equiparável ao racismo. Não permitirei que se utilize de um espaço público para perpetuar violências contra mim e a minha comunidade – disse ela.

FONTE: Leiliane Lopes

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