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Saúde

11/02/2025 às 10h56

Redação

Campo Grande / MS

Serviço no HRMS para auxiliar na desospitalização já atendeu 1,4 mil pacientes
A OPAT otimiza a estadia do paciente no hospital
Serviço no HRMS para auxiliar na desospitalização já atendeu 1,4 mil pacientes
Foto Arquivo

Criada há cinco anos no HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), a OPAT (Terapia Antimicrobiana Parenteral Ambulatorial) já atendeu mais de 1,4 mil pacientes. O serviço é uma das estratégias usadas para auxiliar na desospitalização de pacientes. Desde que foi implantada, a OPAT já garantiu uma economia de, pelo menos, R$ 5 milhões, com diárias hospitalares.


A OPAT otimiza a estadia do paciente no hospital, permitindo que ele vá para casa e retorne apenas para fazer a medicação, nos dias e horários previamente agendados. Além disso, o serviço libera um leito para que novos pacientes também possam receber atendimento.


Responsável pelo serviço, a médica Alexandra Casarin explica que a OPAT é uma continuidade do tratamento recebido no hospital. “A intenção é otimizar a estadia do paciente, garantir a desospitalização e girar o leito. Ou seja, permitir que outros pacientes sejam atendidos. Mas todo o trabalho é feito com bastante cuidado para garantir que não haja descontinuidade do tratamento”, explicou. 


Para ser atendido pela OPAT, é necessário estar internado no HRMS e preencher alguns requisitos. O pedido para que o paciente seja atendido pela OPAT é feito pelo médico assistente que o acompanha, através de pedido de parecer para assistente social.


Com isso, é realizada uma avaliação pela Assistência Social. Se houver o deferimento social, o paciente passa por uma avaliação médica e de enfermagem da OPAT. Com a confirmação de que o paciente pode ser atendido pelo serviço, o médico é comunicado para que providencie a alta médica, com laudos, receitas, prescrição médica, entre outros.


O paciente, para ser admitido pelo serviço, assina um termo, se comprometendo a voltar para receber a medicação. Além disso, ele já sai com o agendamento. “Todo o procedimento visa a segurança do paciente e dos profissionais envolvidos no atendimento", explicou Alexandra.


Diretora técnica do HRMS, a médica Patrícia Rubini explica que o papel da OPAT é fundamental dentro do hospital. “A ideia da OPAT floresceu sobre a minha mesa em um dia como outro qualquer. O que era apenas uma ideia, com muito esforço e dedicação, tornou-se uma realidade, que ajuda de forma imensurável tanto os pacientes quanto os familiares", lembrou.


“Ele ficou internado por 28 dias, saiu, e depois teve uma nova infecção Na segunda internação, a médica perguntou se teríamos condições de voltar todos os dias só para tomar o medicamento. Foi ótimo. Agora, ele tem uma outra reincidência da doença, ficou três dias internado e solicitamos ao médico que ele fosse encaminhado para a OPAT, quando possível. Estamos muito satisfeitos com o atendimento em geral. É qualidade de vida (para o paciente) e desocupa leitos para outros que chegam em estado grave e, realmente, precisam”, afirmou.


Para a diretora-presidente da FUNSAU, Marielle Alves Corrêa Esgalha, o serviço oferecido pela OPAT, além de otimizar o tratamento dos pacientes, contribui diretamente para a melhoria na gestão dos recursos do hospital.


“Com a OPAT, conseguimos proporcionar aos pacientes a continuidade do tratamento no conforto de suas casas, o que garante mais qualidade de vida para eles e suas famílias, além de liberar leitos importantes para novos atendimentos”, destacou a médica.

FONTE: Patrícia Belarmino

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