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08/03/2025 às 11h47

Redação

Campo Grande / MS

Nova IA pode ‘traduzir’ emoções de animais
Modelo de IA apresentou 89,49% de precisão ao identificar os padrões vocais de diversas espécies de animais analisadas
Nova IA pode ‘traduzir’ emoções de animais
Foto Fred van Schaagen

O uso da inteligência artificial pode abrir caminho para decifrar os sentimentos de animais. Esta é a conclusão de um novo estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca.


A equipe levou em conta fatores como a duração, distribuição de energia, frequência e modulação da amplitude destes padrões vocais. A partir disso, segundo os cientistas, foi possível desenvolver um modelo IA com alta capacidade de precisão.


IA pode monitorar as emoções dos animais em tempo real


Os pesquisadores afirmaram que o modelo de IA apresentou 89,49% de precisão ao identificar os padrões vocais. Eles defendem que a técnica pode ser usada para desenvolver ferramentas que monitorem as emoções dos animais em tempo real.


Os autores disponibilizaram publicamente o banco de dados das vocalizações, categorizadas como “chamados emocionais”. O objetivo de tornar os dados de acesso aberto é acelerar a pesquisa sobre como a IA pode nos ajudar a entender melhor os animais e melhorar seu bem-estar.


Os próprios cientistas destacam que saber o que os animais estão sentindo ou “falando” pode ser muito útil. Isso permitira, por exemplo, a adoção de melhores cuidados veterinários e também poderia ajudar na conservação de algumas espécies.


Padrões vocais dos animais foram divididos em duas categorias



  • O trabalho analisou milhares de vocalizações de sete espécies diferentes mamíferos herbívoros com cascos: vacas, ovelhas, cavalos, cavalos de Przewalski, porcos, javalis e cabras.

  • Os pesquisadores, então, classificaram os padrões vocais dos animais em duas categorias: estados emocionais positivos e negativos. 

  • De acordo com a equipe, foi possível notar que os padrões eram consistentes entre as diferentes espécies.

  • Isso sugere que a expressão básica das emoções foi conservada durante a evolução dos animais. 

  • As conclusões foram descritas em estudo publicado na revista iScience

FONTE: Alessandro Di Lorenzo

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