21/03/2025 às 09h57 - atualizada em 21/03/2025 às 10h04
Redação
Campo Grande / MS
Quem se senta na cadeira de diretor de Política Monetária do Banco Central perde as ilusões sobre a possibilidade de controlar a flutuação do dólar. Foi Gabriel Galípolo, o presidente do Banco Central indicado por Lula, que disse isso, em dezembro de 2024, quando se preparava para substituir Roberto Campos Neto no comando da instituição.
Ex-secretário-executivo de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda, Galípolo foi indicado por Lula para a Diretoria de Política Monetária e, posteriormente, para a presidência do BC, como se fosse um antídoto para Campos Neto, o incômodo resquício do governo Jair Bolsonaro na gestão Lula.
Contudo, Galípolo, que é cria do economista heterodoxo Luiz Gonzaga Belluzo, com quem assinou mais de um livro com críticas ao mercado financeiro, votou apenas uma vez contra Campos Neto nas deliberações do Comitê de Política Monetária (Copom), que define a taxa básica de juros, mesmo sob as críticas insistentes de Lula.
Esse campo de força, que blindou Galípolo da exposição por decisões que ele mesmo tomou junto com os outros oito diretores do BC, se desfez nesta semana, quando foi confirmada a segunda elevação projetada da Selic. Até hoje, os lulistas, que se acostumaram a culpar Campos Neto por seus insucessos, usaram o indicado por Bolsonaro como bode expiatório.
FONTE: Rodolfo Borges - Crusoe
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