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Economia

27/03/2025 às 20h00

Redação

Campo Grande / MS

Galípolo rebate comentários de Lula e Haddad sobre os juros
Em janeiro, ministro da Fazenda e presidente afirmaram que o novo chefe do BC não podia chegar "dando um cavalo de pau"
Galípolo rebate comentários de Lula e Haddad sobre os juros
Foto Raphael Ribeiro/BCB

Nesta quinta-feira (27), o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, falou sobre a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a Taxa Selic e explicou que os membros do colegiado tem autonomia para votar como acharem melhor. Ele também afirmou que assumiu um papel de protagonismo na última reunião antes de assumir o comando do banco.


O tema foi abordado por ele durante apresentação do Relatório de Política Monetária.


– Sobre o nosso processo de decisão, eu já tinha dito em dezembro que o Roberto [Campos Neto] tinha sido generoso na última reunião de permitir que eu pudesse assumir um papel maior de protagonismo ao longo da discussão naquela reunião do Copom. Para além disso, todos os diretores têm autonomia, e em todos os meus votos e em todos os votos dos diretores está lá expresso o que é a consciência e a visão de cada um dos diretores – apontou.


Galípolo também foi questionado sobre declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a respeito da taxa de juros.


Em janeiro, ambos chegaram a afirmar que o novo presidente do BC não poderia “dar um cavalo de pau” no começo de seu mandato. Atualmente a taxa alcançou 14,25 ao ano.


– As decisões têm sido unânimes já há algum tempo, e não cabe a mim fazer comentário sobre qualquer tipo de comentário do presidente da República ou do ministro [Fernando Haddad], mas como eu entendo o comentário que está vindo tanto por parte do presidente, do ministro, de outras pessoas, sobre o tema do cavalo de pau é: eu acho que independente de com quem você dialogue, existe, aqui no Brasil, o diagnóstico, já de algum tempo, que há um estranhamento, vamos dizer assim, com o fato de que a gente convive muitas vezes com taxas de juros relativamente elevadas quando comparado com os pares, e, ainda assim, a gente vê um nível de atividade econômica mais dinâmico. É o caso que nós estamos vivenciando agora – ressaltou.

FONTE: Henrique Gimenes

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