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Economia

08/05/2025 às 09h33

Redação

Campo Grande / MS

BC de Lula aumenta Selic para 14,75%, maior em 19 anos
Os nove integrantes do Copom tomaram a decisão por unanimidade
BC de Lula aumenta Selic para 14,75%, maior em 19 anos
Foto Arquivo

A taxa básica de juros Selic aumentou em 0,50 ponto porcentual, por decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC).  e vai a 14,75% ao ano, maior valor nível em quase vinte anos. Isso não acontecia desde 2006.


Com a decisão unânime desta quarta-feira (7), os nove integrantes do Copom presidido por Gabriel Galípolo, todos nomeados por escolha de Lula (PT), chegam à sexta alta consecutiva da taxa Selic.


O Copom ainda deixou em aberto a possibilidade de novos aumentos, segundo deixou claro em seu comunicado.


– “O cenário de elevada incerteza, aliado ao estágio avançado do ciclo de ajuste e seus impactos acumulados ainda por serem observados, demanda cautela adicional na atuação da política monetária e flexibilidade para incorporar os dados que impactem a dinâmica de inflação.”


O comitê acabou procurando culpados fora do Brasil, como que a política tarifária do governo de Donald Trump, nos Estados Unidos. “O ambiente externo mostra-se adverso e particularmente incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, principalmente acerca de sua política comercial e de seus efeitos. A política comercial alimenta incertezas sobre a economia global, notadamente acerca da magnitude da desaceleração econômica e sobre o efeito heterogêneo no cenário inflacionário entre os países, com repercussões relevantes sobre a condução da política monetária”.


O comunicado menfatizou também a “incipiente moderação no crescimento“, apesar do “conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho ainda apresentando dinamismo”.


Sobre inflação, o comitê as expectativas desancoradas: “As expectativas de inflação para 2025 e 2026 apuradas pela pesquisa Focus permanecem em valores acima da meta, situando-se em 5,5% e 4,5%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o ano de 2026, atual horizonte relevante de política monetária, situa-se em 3,6% no cenário de referência”.

FONTE: Diário do Poder

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