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Economia

19/05/2025 às 08h49

Redação

Campo Grande / MS

Recorde: Inadimplência atinge 70 milhões de brasileiros
Segundo levantamento da CNDL e SPC, a maioria das dívidas é com bancos
Recorde: Inadimplência atinge 70 milhões de brasileiros
Imagem ilustrativa - Foto: Ahsanjaya/ Pexels

De acordo com o levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, 42,36% da população adulta do país estava com o nome negativado em abril de 2025. Isso representa 70,29 milhões de consumidores.


O número de inadimplentes cresceu 4,59% em relação a abril de 2024. Na comparação com março, o aumento foi de 1,09%. Os dados abrangem todas as capitais e o interior dos 26 Estados e do Distrito Federal.


– O novo recorde histórico de inadimplência evidencia a crescente dificuldade do brasileiro em equilibrar o orçamento no fim do mês – afirmou José César da Costa, presidente da CNDL.


Para ele, “a combinação de preços elevados em itens essenciais, o alto nível de endividamento das famílias e a trajetória de alta da taxa básica de juros contribuem diretamente para o agravamento desse cenário preocupante”.


A pesquisa aponta que o maior crescimento ocorreu entre pessoas com dívidas em atraso há 3 a 4 anos, com alta de 46,43%. A faixa de 30 a 39 anos lidera o número de inadimplentes: são 17,38 milhões de pessoas, o que equivale a 51,21% desse grupo.


Em média, cada inadimplente devia R$ 4.689,54 em abril. As dívidas estavam distribuídas entre 2,18 empresas por consumidor. Três em cada dez deviam até R$ 500. Quase 44% tinham dívidas de até R$ 1.000.


O total de dívidas em atraso subiu 8,75% em um ano e 2,22% entre março e abril. O setor de bancos teve o maior avanço, com 12,41%. Já os setores de água e luz (–5,32%) e comércio (–2,03%) apresentaram queda.


– O recorde na inadimplência não pode ser enfrentado apenas com medidas pontuais – alertou Roque Pellizzaro Júnior, presidente do SPC Brasil.


E continuou:


– Parte da solução está na educação financeira, mas é indispensável que o governo atue para promover maior estabilidade econômica, com políticas de controle da inflação que não dependam exclusivamente do aumento da taxa de juros.


Os bancos concentram 66,95% das dívidas, seguidos por água e luz (9,78%) e comércio (9,64%). A região Centro-Oeste tem o maior percentual de inadimplentes (46,12%). No Sul, a taxa é de 37,85%. Vale explicar que, mesmo que um consumidor tenha mais de um registro com o mesmo credor, o levantamento considera apenas uma dívida por empresa.

FONTE: Leiliane Lopes

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