23/05/2025 às 11h41
Redação
Campo Grande / MS
O Brasil ultrapassou, nos primeiros cinco meses de 2025, a marca de 10 mil casos de febre Oropouche, uma infecção viral transmitida principalmente pelo mosquito Culicoides paraensis, conhecido como maruim (veja mais detalhes abaixo). Segundo dados do Ministério da Saúde, foram 10.076 registros até maio, número que representa um aumento de 56% em relação ao mesmo período do ano passado.
A situação preocupa autoridades de saúde. Em 2024, o país teve as primeiras mortes confirmadas pela doença no mundo, segundo o Ministério da Saúde. Ou seja, foram os primeiros registros da literatura científica mundial: foram duas mulheres, de 21 e 24 anos, que moravam no interior da Bahia e não possuíam comorbidades.
Neste ano, Espírito Santo e Rio de Janeiro somam quatro óbitos confirmados – três no Rio e um no Espírito Santo.
Espírito Santo lidera casos
O estado do Espírito Santo concentra o maior número de infecções, com 6.123 casos confirmados. Em seguida, aparecem Rio de Janeiro (1.900 casos), Minas Gerais (682), Paraíba (640) e Ceará (573). Ao todo, 17 estados já relataram ocorrências da doença.
Veja a distribuição completa dos casos por estado:
A doença é uma arbovirose transmitida pela picada do borrachudo (o Culicoides Paraense) e apresenta um mecanismo parecido com a transmissão da dengue, segundo o infectologista, Marcelo Neubauer. A grande diferença entre as duas, de acordo com o especialista, é que a Oropouche conta com animais na natureza que podem ser seus hospedeiros, ou seja, transmitir a doença.
O quadro sintomático também é parecido com a dengue.
O infectologista Werciley Vieira Jr disse que as dores no corpo na febre Oropouche costumam ser mais intensas do que na dengue. No entanto, ele reitera que não é possível fazer o diagnóstico apenas observando o quadro sintomático do paciente.
Sinais de alerta
Os principais indícios que devem deixar as pessoas atentas são a falta de hidratação, náusea, vômito e dor incontrolável. Pessoas imunossuprimidas, idosos, crianças e pessoas com comorbidades têm maior chance de complicações associadas à doença, segundo Vieira Jr.
Diagnóstico
O exame PCR (reação em cadeia da polimerase) possibilita a identificação do vírus no sangue e os testes sorológicos lgG e lgM mostram a presença de anticorpos específicos, também no sangue.
Prevenção
A prevenção é parecida com os casos de dengue, chikungunya e outras doenças causadas pela picada do mosquito: uso de repelentes, blusa de manga longa e calça comprida em áreas de mata, além de telas e mosqueteiros.
Tratamento
Ainda não existe um tratamento específico para a doença, no entanto, ele deve ser focado em aliviar os sintomas e o paciente também deve se manter hidratado.
FONTE: Wagner Lauria Jr
Há 10 horas
Ex-ministro de Lula defende que PCC e CV são grupos terroristasHá 10 horas
Team Roping reúne competidores e consagra campeõesHá 14 horas
Gerson recebe título de Cidadão TreslagoenseHá 16 horas
Verruck recebe diagnóstico de comerciantes para fortalecer Centro da CapitalHá 17 horas
Oficina É Dia de Feira leva novas estratégias para negócios de Ladário