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Economia

19/06/2025 às 09h04

Redação

Campo Grande / MS

Ata de Gleisi classifica alta de juros como “incompreensível”
"O Brasil espera que este seja de fato o fim do ciclo dos juros estratosféricos", protestou a ministra de Relações Institucionais do governo Lula, que não mencionou Galípolo
Ata de Gleisi classifica alta de juros como “incompreensível”
Foto Arquivo

Ministra de Relações Institucionais do governo Lula, Gleisi Hoffmann (foto) voltou a publicar sua ata após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevar a taxa básica de juros para 15% ao ano, o maior patamar em 19 anos.


“No momento em que o país combina desaceleração da inflação e déficit primário zero, crescimento da economia e investimentos internacionais que refletem confiança, é incompreensível que o Copom aumente ainda mais a taxa básica de juros”, disse a petista em seu perfil no X, acrescentando que “o Brasil espera que este seja de fato o fim do ciclo dos juros estratosféricos”.


Ao contrário do que costumava fazer na época em que o Banco Central era presidido por Roberto Campos Neto, contudo, Gleisi não mencionou o nome de Gabriel Galípolo, indicado por Lula para comandar a instituição desde 1º de janeiro.


“Não dá pra aceitar como normal”


Líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, que até outro dia também culpava Campos Neto, é outro que não mencionou o nome do indicado por Lula ao protestar contra mais uma alta na Selic.


“Não dá pra aceitar como normal o novo aumento da Selic pelo Banco Central. A taxa de 15% é indecente, proibitiva e desestimula investimentos produtivos. É a transformação do Brasil no paraíso dos rentistas: quem vive de juros ganha, quem trabalha perde”, esperneou o petista.


Apesar do incômodo com a alta na taxa básica de juros, nenhum dos dois se prestou a assumir a parcela de culpa do governo Lula na elevação da Selic.


Ao elevar a taxa em mais 0,25 ponto percentual, o Copom destacou “uma desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado“.


“A desancoragem das expectativas – que é reflexo da política fiscal expansionista e sem credibilidade – cobra um alto custo da política monetária”, explicou a economista-chefe do Banco Inter, Rafaela Vitória.

FONTE: O Antagonista

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