Sábado, 13 de junho de 2026
(67) 9-9959-0792
Geral

23/07/2025 às 08h43

Redação

Campo Grande / MS

O Brasil respira sob censura
Alex Pipkin, PhD
O Brasil respira sob censura
Foto Arquivo

            O Brasil respira sob censura. Ainda chamam isso de democracia… Mas o que vivemos não é liberdade; é disfarce. O que há, de fato, é controle do discurso, perseguição política seletiva, manipulação institucionalizada, inversão sistemática da realidade. O Brasil virou um imenso tribunal ideológico, onde se julga não o que se fez, mas o que se pensa.


Converso com empresários de todos os portes, trabalhadores, amigos, familiares. Só se fala de incerteza, insegurança. O país está travado. Há uma névoa sobre o futuro que impede qualquer ação racional de investimento, planejamento, crescimento. O essencial desaparece da conversa pública tupiniquim, ou seja, produtividade, emprego, renda, ambiente de negócios… O colapso não é questão de se, mas de quando.


O Brasil vive uma obsessão. O debate público foi sequestrado por uma guerra ideológica permanente. A pauta nacional está contaminada por narrativas emocionais, sectárias, irrelevantes. Não se fala mais em eficiência do Estado, em educação técnica, em competitividade, inserção global, liberdade econômica.


A política transformou o país num campo de batalha de rótulos. E quem perde é o povo. Quem perde é o empreendedor que quer investir e é sufocado. E o trabalhador que quer produzir e é ignorado.


A ascensão de Bolsonaro acentuou uma cisão que já fervia. O retorno do lulopetismo, com sua retórica de “união nacional”, consolidou o poder de um establishment disposto a tudo para eliminar o contraditório. O Judiciário deixou de ser árbitro, virou um ator com agenda. Vivemos sob uma toga que legisla, executa e censura.


O Congresso? Um teatro de omissões. O Executivo é um amontoado de improvisos, discursos divisionistas e alianças oportunistas. Evidente, o Estado inflado, caro e hostil ao setor produtivo. E, agora, há um novo ator no tabuleiro global.


Trump voltou. O jogo começou a mudar. O presidente da maior potência do mundo — gostem ou não — já começou a aplicar sanções contra regimes que violam liberdades civis. E o Brasil entrou nesse radar. Não por acaso. Trump não disfarça sua “aliança com a dinastia Bolsonaro”, nem sua repulsa à ditadura da toga. O objetivo é claro: expor, confrontar e isolar o sistema de perseguição política que se instaurou no Brasil.


Com Trump de volta, o país entra oficialmente no foco da nova guerra civilizacional. O da liberdade contra controle, da verdade contra manipulação, e da democracia real contra ditadura disfarçada. Mas aqui dentro, seguimos encenando. Como se o problema fosse “discurso de ódio”. Como se censurar o outro lado fosse restaurar a verdade. Como se calar vozes críticas fosse garantir a paz social.


Não há prosperidade sem liberdade. Não há liberdade sem verdade.


A verdade é que o Brasil está paralisado. Não por falta de recursos, mas por excesso de narrativas falsas. O custo disso é brutal: o capital foge, os talentos vão embora, a juventude se desilude. Um país inteiro congelado, intoxicado por ressentimento e medo, sem agenda produtiva, sem liderança lúcida, sem futuro claro.


Não é exagero. É o retrato, que dói. O Brasil precisa de ar. Precisa romper essa camisa de força ideológica. Precisa lembrar que liberdade não é concessão, é pré-requisito. Que crescimento só vem com segurança jurídica, estabilidade institucional e liberdade de pensamento. E o futuro do Brasil passa por uma reconstituição nacional urgente, alicerçada no protagonismo do setor privado, que deve liderar a recuperação.


É preciso reformar o Estado para que ele seja um facilitador e não um entrave, simplificar o ambiente de negócios, garantir mais liberdade econômica e individual para que as pessoas possam empreender, gerar empregos, inovar e apresentar soluções reais para a sociedade.


Sem isso, não haverá saída para o ciclo vicioso de estagnação e retrocesso. Não é somente o país “da década perdida”, mas, talvez, do século…Ainda chamam isso de democracia. Mas já não é. Claro que não.


Só que agora o mundo percebe

FONTE: Alex Pipkin, PhD

O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos o direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas. A qualquer tempo, poderemos cancelar o sistema de comentários sem necessidade de nenhum aviso prévio aos usuários e/ou a terceiros.
Comentários
Veja também
Facebook
© Copyright 2026 :: Todos os direitos reservados
Site desenvolvido pela Lenium