28/07/2025 às 09h16
Redação
Campo Grande / MS
A quatro dias da vigência do tarifaço de 50% contra produtos brasileiros, prometido pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) cobra que o Brasil priorize seus reais interesses, pelo bem comum de todos e da verdadeira soberania, focada em benefícios e entregas para o povo. A manifestação foi publicada nesta segunda-feira (28) por Ricardo Alban, presidente da entidade que representa o setor responsável por 24,7% do produto interno bruto (PIB) e 21% do total de empregos formais no Brasil, em 2024.
O posicionamento ressalta que empresários da CNI são definitivamente, contrários a qualquer escalonamento das discussões do comércio bilateral entre o Brasil e os EUA. E, sem citar nomes, critica a contaminação política e ideológica do tema pelo presidente Lula (PT), que não negociou efetivamente contra a taxação anunciada no dia 9 desde mês de junho, para vigorar na próxima sexta-feira, 1º de agosto.
“Queremos acreditar que tal situação não se deva única e exclusivamente a uma escalada de posições políticas e geopolíticas! […] É imperativo refletir sobre possíveis equívocos de natureza política/ideológica que tenham agravado a presente situação. O Brasil precisa priorizar seus reais interesses, em nome do bem comum de todos e da verdadeira soberania de qualquer nação: o que realmente importa é o que traz benefícios e entregas para seu povo!”, cobra Ricardo Alban.
O presidente da CNI critica abertamente o risco de o Brasil perder a razão e a postura diplomática, diante da crise que ameaça a economia brasileira e a rendas dos trabalhadores. Trump cobrou o fim do que chama de “perseguição judicial” do Supremo Tribunal Federal (STF) contra seu aliado e ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PL), denunciado por supostos crimes na “trama golpista” contra Lula.
“Devemos buscar não perder a razão e manter a nítida e clara postura de enfrentar os desafios de forma retilínea e com altivez de quem, efetivamente, quer o melhor para a sua sociedade. Mesmo tendo que enfrentar situações adversas e ou provocativas. Afinal, o equilíbrio e o bom senso sempre prevalecem”, orienta Alban.
A nota ainda destaca que integrantes do setor industrial do Brasil estão à disposição para alinhamentos necessários ao processo de negociação, inclusive para cobrar o trâmite formal da investigação da Seção 301 aberta pelos EUA, que busca justificativas para ampliar a taxação de um “piso” tarifário de 10% para um “teto” de 50%, considerado inexequível pela CNI.
“O Brasil é da nação brasileira, composta por todos brasileiros e suas instituições. Esperamos o consenso e o bom-senso para o desfecho desse equívoco que é taxação de 50% sobre as exportações brasileiras”, avalia Ricardo Alban.
A CNI reiterou que o tarifaço anunciado é “expressivo e injustificável”, ao informar que já realizou diversas tratativas, requerendo a revogação da taxação e até mesmo a prorrogação de sua implantação por 90 dias. Mas cobra objetividade contra “recentes equívocos”, em referência ao acirramento das falas políticas de Lula contra Trump. E cita que outros países estão negociando e buscando bons termos, independentemente de posições ideológicas e geopolíticas.
“Vamos focar em clarificar os entendimentos que levam a posições políticas exacerbadas. Devemos ser pragmáticos nas discussões meramente técnicas como temos visto por parte de outros países em desenvolvimento. Devemos manter uma das maiores conquistas do Brasil, de ser uma nação com boa relação internacional com todos (friendly). Enfim, acreditamos que se mantivermos uma posição de focar em esclarecer e desmistificar os equívocos, não perderemos qualquer conceito de soberania”, critica o presidente da CNI.
FONTE: Davi Soares
Há 4 horas
Ex-ministro de Lula defende que PCC e CV são grupos terroristasHá 4 horas
Team Roping reúne competidores e consagra campeõesHá 8 horas
Gerson recebe título de Cidadão TreslagoenseHá 9 horas
Verruck recebe diagnóstico de comerciantes para fortalecer Centro da CapitalHá 10 horas
Oficina É Dia de Feira leva novas estratégias para negócios de Ladário