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31/07/2025 às 14h20

Redação

Campo Grande / MS

Zema defende saída do Brics
"É uma ferramenta útil apenas para um grupo de líderes autoritários que gostam de sinalizar sua oposição ao mundo ocidental", disse o governador de MG
Zema defende saída do Brics
Foto Arquivo

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo, foto), defendeu, em artigo publicado na Folha de S.Paulo nesta quinta-feira, 31, que o Brasil deixe de fazer parte formal do Brics, grupo que originalmente reunia Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.


Para o governador mineiro, que planeja lançar sua pré-candidatura à Presidência em agosto, o Brics não passa de “uma política interna disfarçada de política externa”.


“É uma ferramenta útil apenas para um grupo de líderes autoritários que gostam de sinalizar sua oposição ao mundo ocidental, particularmente contra os Estados Unidos”, afirmou.


“Boa parte da culpa pelo tarifaço que enfrentamos hoje tem origem justamente nesse alinhamento errático”, acrescentou.


Zema argumenta que o Brasil deveria deixar o Brics e direcionar seus esforços para ingressar na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).


“A entrada na OCDE representaria um compromisso com o Estado de Direito, com as boas práticas de governança, com a transparência fiscal e com marcos regulatórios modernos. Os países-membros da OCDE respondem por mais de 60% do PIB mundial. Estar nesse grupo é conquistar um selo de confiança institucional —e isso atrai investimentos, reduz juros e estimula o crescimento”, disse.


Regimes autoritários e ditaduras


O Brasil aderiu ao grupo de países emergentes em 2009, com China, Rússia e Índia. A África do Sul aderiu à organização em 2011.


No ano passado, o bloco aprovou a participação permanente de Irã, Egito, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Etiópia.


A Indonésia aderiu ao Brics em 2025.


“O Brasil tem todas as credenciais para ocupar um lugar de protagonismo no mundo. Somos uma potência agroambiental, mineral e energética, com a sétima maior população do planeta e uma das maiores extensões territoriais. Não precisamos nos apoiar em regimes autoritários para sermos ouvidos. E muito menos nos submeter ao papel de porta-voz de um bloco ideológico recheado de ditaduras”, disse Zema.

FONTE: O Antagonista

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