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Economia

23/10/2025 às 08h28

Redação

Campo Grande / MS

A reação dos mercados às sansões contra a Rússia
Sanções conjuntas de EUA e UE contra a Rússia aumentam incerteza nos mercados, empurrando o petróleo e criando tensão para as bolsas
A reação dos mercados às sansões contra a Rússia
Foto Arquivo

Em meio a uma reação à nova rodada de sanções contra a Rússia, os mercados dos Estados Unidos apresentaram nesta quinta-feira (23) um movimento de incerteza.


Os contratos futuros do Dow?Jones?Industrial?Average abriram em leve queda, enquanto futuros do S&P?500 e do Nasdaq?Composite variavam em torno da estabilidade.


Mas importantes foram os preços do petróleo, que subiram depois que os EUA sancionaram as gigantes russas desse setor, Rosneft e Lukoil, mirando um impacto direto sobre as cadeias de suprimento de energia.


A valorização da energia exercia pressão sobre os índices, ao mesmo tempo em que os investidores ponderavam os efeitos dessas decisões sobre inflação e taxas de juros.


Enquanto isso, em Bruxelas, a União Europeia formalizou seu 19.º pacote de sanções contra a Rússia, com destaque para o bloqueio de importações de gás natural liquefeito (GNL) russo em etapas.


Os contratos de curto prazo encerram em seis meses e os de longo prazo até 1.º de janeiro de 2027, além de novas restrições financeiras a bancos, à movimentação diplomática russa na Europa e, pela primeira vez, de empresas de criptoativos, além de entidades na Índia e na China que estariam facilitando os interesses russos.


A estratégia conjuga pressão internacional para reduzir a dependência energética da Rússia e privar o Kremlin de receitas que financiam o conflito em Ucrânia.


A ação conjunta nos mercados e nas sanções mostra como a guerra entre Rússia e Ucrânia segue repercutindo além da realidade militar, alcançando finanças e a economia mundial.


Para investidores, a alta no petróleo adiciona risco ao cenário de inflação, o que pode levar a resposta de política monetária mais restritiva, enquanto para a Europa o novo pacote expõe uma disposição maior a cortar o vínculo energético com Moscou.


Do lado russo, a reação não demorou: seu Ministério das Relações Exteriores, via Maria Zakharova, advertiu que qualquer confisco de ativos russos na Europa, estimados em 300 bilhões de dólares, será considerado roubo e desencadeará uma “resposta dolorosa”.

FONTE: José Inácio Pilar

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