18/12/2025 às 10h29
Redação
Campo Grande / MS
Um novo subtipo do vírus influenza, que ficou conhecido como gripe K, tem chamado a atenção de autoridades de saúde e foi, recentemente, identificado no Brasil. No final de novembro, uma amostra analisada pelo Laboratório Central do Estado do Pará (Lacen-PA) e pelo Laboratório de Vírus Respiratórios, Exantemáticos, Enterovírus e Emergências Virais do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) confirmou que um caso se tratava da nova linhagem.
A amostra foi coletada de uma paciente do sexo feminino, adulta e estrangeira, oriunda das ilhas Fiji. Por isso, o caso foi classificado como importado, sem evidências até o momento de transmissão local no país. Ainda assim, uma das principais dúvidas é se as vacinas atuais, disponíveis nos postos de saúde, também conferem proteção contra essa versão do influenza.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), embora os dados sobre o grau de eficácia da vacina especificamente contra a gripe K ainda sejam limitados, estimativas iniciais, com base nos casos do Reino Unido, apontam que a imunização continua a proteger contra doença grave, especialmente entre os indivíduos mais vulneráveis.
“Mesmo que existam algumas diferenças genéticas entre os vírus da influenza em circulação e as cepas incluídas nas vacinas, a dose sazonal contra a influenza ainda pode oferecer proteção (...). Ainda se espera que a vacinação proteja contra doença grave e ela continua sendo uma das medidas de saúde pública mais eficazes”, diz a OMS em alerta sobre a linhagem.
De acordo com a organização, a composição atual da vacina indicou ser de 70% a 75% eficaz em prevenir atendimento hospitalar entre crianças de 2 a 17 anos, e 30% a 40% entre adultos. Paola Resende, pesquisadora do Laboratório de Vírus Respiratórios, Exantemáticos, Enterovírus e Emergências Virais do IOC, que identificou o caso de gripe K no Brasil, também afirma que o imunizante atual deve oferecer uma boa proteção:
“É fundamental se vacinar. O Ministério da Saúde realiza intensa campanha de vacinação todos os anos. E, mesmo para quem não se vacinou durante a última campanha, vale ir até o posto de saúde mais próximo e solicitar a imunização”, diz, em nota da instituição. Além disso, ela destaca que, para o próximo ano, a atualização da composição vacinal recomendada pela OMS inclui cepas mais próximas do subclado K.
FONTE: G1
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