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28/01/2026 às 21h37

Redação

Campo Grande / MS

Vorcaro foi convocado para CPMI do INSS, diz Carlos Viana
Presidente da comissão ainda tenta reverter habeas corpus obtido por Maurício Camisotti
Vorcaro foi convocado para CPMI do INSS, diz Carlos Viana
Foto arquivo

O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (foto), informou nesta quarta-feira, 28, que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e Luiz Félix Cardamone Neto, CEO do BMG, foram convocados para prestar depoimento à comissão em 5 de fevereiro.


“Comunicamos ao Brasil que Daniel Vocaro e Luiz Félix Cardamone Neto foram convocados para comparecer nesta quinta-feira, dia 5 de fevereiro, perante a CPMI do INSS”, escreveu no X.


O senador também comentou sobre o empresário Maurício Camisotti, investigado por tentar transferir R$ 59 milhões para criptomoedas apenas 16 dias após a Polícia Federal deflagrar a Operação Sem Desconto.


Segundo Viana, a comissão tenta reverter o habeas corpus que, de forma provisória, garante a Camisotti o não comparecimento à CPMI.


“Em relação a Maurício Camisoti, a Comissão atua para reverter o Habeas Corpus que, de forma provisória, garante o não comparecimento à CPMI. A CPMI seguirá adotando todas as medidas legais cabíveis para assegurar que ninguém se esconda atrás de decisões provisórias e que os fatos sejam plenamente esclarecidos diante do povo brasileiro.”


A CPMI foi criada para investigar o esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentarias e pensões.


O colegiado foi instalado no dia 20 de agosto do ano passado e, atualmente, o prazo final para conclusão dos trabalhos é 28 de março de 2026.


Pedido para acesso a dados sobre o Master


Na semana passada, parlamentares do Novo que integram a CPMI do INSS protocolaram, no Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido para que seja determinada a devolução ao colegiado das provas oriundas das quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.


No último dia 4 de dezembro, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito aprovou um requerimento de quebra de sigilo telemático de Vorcaro, no período de 1º de janeiro de 2016 a 28 de novembro de 2025, e outro para que fosse enviado ao colegiado Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) e quebrado o sigilo bancário e fiscal do dono do Master.


Após a aprovação, os ofícios foram expedidos e os documentos chegaram a ser efetivamente remetidos aos trabalhos do colegiado.


Entretanto, no dia 12 de dezembro, o ministro Dias Toffoli determinou que as provas oriundas das quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático de Daniel Vorcaro fossem retiradas do alcance da comissão, permanecendo sob a custódia da Presidência do Senado Federal, até posterior deliberação do Supremo Tribunal Federal.


Esse é o motivo do pedido de devolução, que foidestinado ao ministro André Mendonça. Assinam a petição os deputados Marcel van Hattem (Novo-RS), Adriana Ventura (Novo-SP), Luiz Lima (Novo-RJ) e o senador Eduardo Girão (Novo-CE), além do relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e do líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN).


Os parlamentares ressaltam que, passado mais de um mês da decisão de Toffoli, não houve qualquer deliberação posterior do STF sobre o destino definitivo das provas e “instaurou-se um precedente inédito”. Eles se referem ao fato de que “documentos legalmente produzidos, aprovados pela CPMI e já remetidos à Comissão foram posteriormente retirados de sua esfera de atuação e permanecem sob guarda administrativa da Presidência do Senado Federal, atualmente exercida pelo senador Davi Alcolumbre, sem prazo para serem devolvidas”.


Essa situação, afirmam os congressistas, “compromete a efetividade dos trabalhos da CPMI do INSS e o direito da sociedade à apuração completa de um escândalo que atinge diretamente aposentados e pensionistas, parcela especialmente vulnerável da população brasileira”.

FONTE: O Antagonista

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