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08/02/2026 às 13h52

Redação

Campo Grande / MS

Presidente da CPMI do INSS insiste na convocação de Lulinha
Filho de Lula é citado em trechos da investigação sobre fraudes bilionárias no INSS
Presidente da CPMI do INSS insiste na convocação de Lulinha
Foto arquivo

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que pretende insistir na convocação de Fábio Luis da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, para prestar depoimento à comissão.


Embora não seja alvo da Polícia Federal, Lulinha é citado em trechos da investigação sobre fraudes bilionárias no INSS. Um requerimento para ouvi-lo foi rejeitado em 4 de dezembro, por 19 votos a 12.


Viana disse à Veja que há indícios de que o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, teria recorrido à influência de Lulinha para ampliar contratos no governo, inclusive na área da saúde.


“O dinheiro que o Careca investia em seus negócios é roubado do INSS”, afirmou. 


“O uso dessa influência do Lulinha estava relacionado apenas à área da saúde ou também ocorria no INSS? Essa é uma resposta que não temos”, acrescentou.


Na última quinta-feira, 5, Lula afirmou ao UOL que conversou com o filho sobre as suspeitas.


“Quando saiu o nome do meu filho, eu chamei o meu filho aqui, E eu falo isso com todo mundo. Olhei no olho do meu filho e falei: ‘Só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, você vai pagar o preço de ter alguma coisa. Se você não tiver, se defenda’”, disse o presidente.


“Sócio oculto”


A Polícia Federal informou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga se Lulinha foi “sócio oculto” do Careca do INSS em negócios com o governo federal.


Na representação, os investigadores disseram ao magistrado que o filho do presidente Lula (PT) foi mencionado em três diferentes conjuntos de informações colhidas ao longo da apuração sobre os descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.


A PF apura se Lulinha manteve uma sociedade oculta com o Careca do INSS por meio da empresária Roberta Luchsinger, uma amiga em comum entre eles.


“A fim de dar transparência à investigação para todos os atores da persecução penal, a partir da relação estabelecida entre ANTÔNIO CAMILO e ROBERTA LUCHSINGER, vislumbra-se a possibilidade de vínculo indireto entre ANTÔNIO CAMILO e terceiro que, em tese, poderia atuar como sócio oculto, por intermédio da mencionada ROBERTA, que funcionaria como elo entre ambos. Tal pessoa pode ser FÁBIO LULA DA SILVA”, escreveu a PF na representação.

FONTE: O Antagonista

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