11/02/2026 às 21h31
Redação
Campo Grande / MS
A Polícia Federal solicitou ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a suspeição e afastamento de Dias Toffoli da relatoria do processo que investiga as fraudes do Banco Master, a partir da constatação nos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro de referências comprometedoras ao ministro.
A CNN informou que mensagens periciadas pela PF teriam referências de pagamentos a Toffoli oriundos do Master.
O empresário Fabiano Zettel, primo de Vorcaro, e também investigado, faz referências a esses pagamentos em mensagens ao banqueiro. O próprio ministro também teria enviado mensagens mencionando pagamentos, mas de forma cifrada.
Há informações dando conta de que um fundo ligado ao Master teria enviado repasses de Vorcaro ao ministro.
A PF teria encontrado também várias conversas de Vorcaro com o ministro, que avocou o caso para o Supremo Tribunal Federal (STF) para assumir sua relatoria c, como primeira medida, decretou “sigilo máximo?” das investigações.
Os achados da PF seriam tão graves e comprometedores que a PF optou por levar o material diretamente ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, e não ao ministro relator do caso, em razão de evidências de seu comprometimento e amizade pessoal com o banqueiro.
A PF também teria solicitado a abertura de três novos inquéritos no âmbito do STF para investigar pessoas com a chamada prerrogativa de foro ou “foro privilegiado”.
Em nota, o gabinete do ministro Dias Toffoli afirma que o pedido de suspeição formalizado pela PF é baseado em “ilações” e que a corporação não teria legitimidade para requerer sua suspeição.
FONTE: Diario do Poder
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