12/02/2026 às 09h16
Redação
Campo Grande / MS
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira, 12, a íntegra do relatório da Polícia Federal (PF) que aponta a existência de mensagens, ligações e até um convite do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A PGR vai tomar uma decisão após consultar o material.
O relatório foi enviado pela PF ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, para que ele avalie quais medidas devem ser tomadas. Atualmente, Toffoli é o relator da investigação sobre fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e não quer deixar a relatoria.
Após as descobertas da PF, cresceu o movimento no Congresso pelo impeachment de Toffoli.
O deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) afirmou que pretende apresentar já nesta quinta-feira um novo pedido de impeachment do magistrado. “Deu! Impossível o país assistir a um absurdo desses sem que se tomem as devidas providências. Impeachment de Toffoli, já!”, declarou ele pelas redes sociais.
“Espero que isso [os achados da Polícia Federal] inspire os senadores que ainda não assinaram o impeachment de Toffoli a fazê-lo”, declarou também pelas redes sociais o senador Carlos Portinho (RJ), líder do PL no Senado. “Vamos defender o impeachment do ministro do STF Toffoli. O Congresso Nacional precisa tomar as devidas providências, através do Senado Federal. Impeachment já”, disse o deputado Cabo Gilberto (PL-PB), líder da oposição na Câmara.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), autor de um pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal da Maridt Participações na CPI do Crime Organizado, também se manifestou. A Maridt oficialmente pertence a dois irmãos de Toffoli, o padre José Carlos e o engenheiro José Eugênio. Mas o próprio Toffoli admitiu que recebeu recursos da empresa após transações com um dos fundos ligados a Daniel Vorcaro.
“O Tofollão é um escândalo tão grande que não dá para esconder nas artimanhas do sistema. Na semana posterior ao carnaval a CPI do Crime Organizado votará os requerimentos de quebra de sigilo e convocações dos envolvidos. O Brasil só será uma República com todos sob a mesma lei”, declarou o parlamentar.
FONTE: Guilherme Resck
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