Sexta, 12 de junho de 2026
(67) 9-9959-0792
Brasília

22/02/2026 às 22h19

Redação

Campo Grande / MS

Governo destruiu R$ 108 milhões em remédios e vacinas em 2025
Do total, R$ 18,5 milhões, o equivalente a 17,1%, ainda estavam dentro do prazo de validade
Governo destruiu R$ 108 milhões em remédios e vacinas em 2025
Foto João Risi

O Ministério da Saúde do governo Lula (PT) incinerou, em 2025, R$ 108,4 milhões em vacinas, medicamentos e insumos hospitalares.


Desse total, R$ 18,5 milhões, o equivalente a 17,1%, ainda estavam dentro do prazo de validade no momento da destruição.


O volume eliminado, embora seja inferior ao registrado em anos recentes, permanece acima dos níveis observados antes da pandemia de Covid-19.


As informações, levantadas pelo site Metrópoles por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), apontam que, entre os itens destruídos no último ano, estavam equipamentos e medicamentos de alto custo.


Constam na lista fármacos oncológicos como o blinatumomabe, indicado para Leucemia Linfoblástica Aguda (R$ 141.929,07 por unidade), e o brentuximabe vedotina, utilizado para linfomas (R$ 88.905,59 cada).


Vacinas contra a dengue e terapias voltadas a doenças raras também figuraram entre os produtos descartados. Segundo o ministério, a taxa de incineração correspondeu a 1,48% do estoque total em 2025. A meta estabelecida para o próximo ano é reduzir esse percentual para 1%.


Ao comentar os dados, a pasta afirmou que itens eliminados por não conformidade técnica são repostos ou ressarcidos conforme previsão contratual e rejeitou a classificação de “desperdício”. No entanto, o ministério não esclareceu se houve devolução de recursos no caso de vacinas e medicamentos adquiridos por determinação judicial que acabaram descartados ainda válidos.


Nos três primeiros anos do atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o total incinerado alcança R$ 2 bilhões, um montante 3,3 vezes superior aos R$ 601,5 milhões descartados durante todo o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O pico ocorreu em 2023, quando as perdas atingiram R$ 1,3 bilhão, com destaque para imunizantes contra a Covid-19 e anestésicos.


A pasta atribui as incinerações a cinco fatores principais: variações na demanda relacionadas ao cenário epidemiológico, compras realizadas por ordem judicial, alterações nos protocolos terapêuticos, mudanças na incidência de doenças como malária, dengue, tuberculose e hanseníase, além de avarias nos produtos.

FONTE: Pleno.News

O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos o direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas. A qualquer tempo, poderemos cancelar o sistema de comentários sem necessidade de nenhum aviso prévio aos usuários e/ou a terceiros.
Comentários
Veja também
Facebook
© Copyright 2026 :: Todos os direitos reservados
Site desenvolvido pela Lenium